Ações do GPA caem após prejuízo de R$ 731 milhões no 3º trimestre de 2026

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Ações do GPA caem após prejuízo de R$ 731 milhões no 3º trimestre de 2026

5 nov 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Queda nas ações do GPA após divulgação de prejuízo recorde no terceiro trimestre

As ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA), código PCAR3, sofreram forte queda nesta quinta-feira (5), após a divulgação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2026. Por volta das 10h10, os papéis caíam 4,78%, negociados a R$ 2,19, refletindo a repercussão negativa dos números apresentados.

Prejuízo significativo e mudança de cenário

O GPA reportou um prejuízo líquido de R$ 731 milhões no período, revertendo o resultado positivo de R$ 134 milhões apurado um ano antes. Quando considerados apenas as operações continuadas, o prejuízo foi de R$ 220 milhões, ante um lucro de R$ 142 milhões no mesmo trimestre de 2025. A companhia destacou que o resultado do ano passado foi beneficiado por um crédito tributário de R$ 418 milhões, e, ao excluir esse efeito, o prejuízo teria sido de aproximadamente R$ 276 milhões.

Impactos das operações descontinuadas e provisões

As operações descontinuadas contribuíram com um prejuízo de R$ 511 milhões, influenciado principalmente por uma provisão de R$ 467 milhões. Após ajustes, o resultado dessas operações mostrou uma melhora de 62% em relação ao ano anterior.

Desempenho financeiro e receita

Embora o prejuízo tenha sido forte, a receita total do trimestre foi de R$ 4,12 bilhões, uma queda de 9,6% frente ao mesmo período de 2025, totalizando vendas de R$ 4,6 bilhões, 6,5% a menos do que no ano passado. Segundo o GPA, a redução se deu por uma estratégia de priorizar rentabilidade e descontinuar certos formatos e negócios.

Contexto econômico e perspectivas futuras

Em nota, a companhia ressaltou que o período foi afetado por um ambiente de consumo desafiador, marcado por menor poder de compra das famílias e elevado endividamento. Além disso, o processo de recuperação extrajudicial, que está em andamento, dificultou a disponibilidade de produtos e a relação comercial com fornecedores.

Indicadores de desempenho

  • EBITDA ajustado do trimestre atingiu R$ 482 milhões, alta de 16,9% ante o mesmo período do ano anterior;
  • Resultado financeiro líquido negativo em R$ 389 milhões, uma piora de 22,9%;
  • Dívida líquida de R$ 3,8 bilhões ao final de setembro;
  • Alavancagem financeira pré-IFRS 16 atingiu 3,7 vezes, indicando maior endividamento em relação ao Ebitda ajustado.

O GPA permanece em recuperação judicial, enfrentando desafios financeiros e operacionais que impactaram seus resultados. Investidores devem permanecer atentos às próximas movimentações da empresa diante do cenário econômico adverso.

Fonte:

  • Valor Invest
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Redação It's Money

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