Banco Central Europeu deve aumentar juros e deixar possibilidades em aberto

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Banco Central Europeu deve aumentar juros e deixar possibilidades em aberto

9 set 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Expectativa de Alta na Taxa de Juros pelo BCE

O mercado já considera uma alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) praticamente certa na reunião desta semana. O foco principal estará nas indicações sobre os passos futuros da autoridade monetária, especialmente em meio à incerteza provocada pelo conflito no Oriente Médio.

Divisão de Opiniões entre Economistas

Enquanto muitos grandes bancos europeus acreditam que a presidente Christine Lagarde manterá as opções em aberto, os economistas estão divididos quanto à necessidade de novos aumentos de juros até o final do ano. Os rendimentos dos títulos públicos da Europa, atualmente nos maiores níveis desde a crise do euro, também poderão influenciar a decisão dos diretores do BCE.

Taxa de Juros e Inflação na Zona do Euro

Na reunião de julho, o BCE optou por manter a taxa de juros de referência em 2,25%, após um aumento de 0,25 ponto percentual no mês anterior, marcando o primeiro ajuste desde setembro de 2023. A inflação na zona do euro chegou a 3,3% em agosto, a maior taxa em aproximadamente três anos, muito acima da meta de 2% ao ano, sendo significativamente impulsionada pelos custos de energia.

Expectativas do Rabobank

De acordo com Bas van Geffen, estrategista macroeconômico sênior do Rabobank, um aumento da taxa de juros em setembro é quase inevitável. Após a reunião desta semana, o mercado estima uma probabilidade de 85% para um novo aumento até o final do ano, elevando a taxa de referência para próximo de 3%. Contudo, Van Geffen não acredita que esse seja o cenário básico do banco. Ele afirmou: “Esse não é um cenário implausível, mas não estamos convencidos de que elevar os juros a esse patamar seja necessário ou adequado.”

Perspectivas Finais

Van Geffen pontua que a inflação na zona do euro provavelmente continuará a acelerar nos próximos meses, mas não há indícios de que essa pressão dos aumentos nos preços de energia esteja se espalhando amplamente para outros produtos e serviços. A atividade econômica também é uma incógnita, pois não está garantido que se manterá tão resiliente quanto no primeiro semestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,6% no segundo trimestre, superando a expectativa de 0,5%.

Conforme Van Geffen conclui: “O caminho de volta para uma inflação de 2% tornou-se mais longo, mas não necessariamente mais íngreme.”

Fonte:

  • Valor Invest
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