Bitcoin cai mais de 30% no semestre e encara nova fase de volatilidade
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Bitcoin cai mais de 30% no semestre e encara nova fase de volatilidade
30 jun 2026

O Bitcoin apresentou queda superior a 30% entre janeiro e junho de 2026, fechando o semestre abaixo de US$ 60 mil. O desempenho negativo foi o pior entre os principais ativos acompanhados pelo investidor brasileiro, superando perdas do euro, Ibovespa e até do ouro. O recuo acompanha um cenário de aperto na política monetária dos Estados Unidos e o fortalecimento do dólar, que reduziram o apetite por ativos de risco, incluindo criptomoedas.
A retração do Bitcoin está vinculada principalmente à mudança no ciclo do Federal Reserve, agora sob a liderança de Kevin Warsh, cuja política dura contra inflação reforçou a expectativa de juros elevados por mais tempo. Isso tornou os títulos do Tesouro americano mais atrativos e pressionou ativos sem rendimento, impactando fundos que investem na criptomoeda, como os ETFs americanos, que acumularam resgates líquidos de US$ 7 bilhões nos últimos meses.
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Pressão dos ETFs e estratégia da Strategy
O fluxo de saída de investidores institucionais dos ETFs de Bitcoin pressionou o preço no mercado à vista. O patrimônio desses fundos, que já ultrapassou US$ 100 bilhões, caiu para cerca de US$ 85 bilhões recentemente. Parte do efeito é explicada pela realização de lucros e pela redução da demanda no mercado à vista, segundo a corretora Bitfinex. A Strategy, maior detentora institucional da moeda digital, anunciou alterações em sua gestão de capital, autorizando a venda de até US$ 1,25 bilhão em Bitcoin para reforçar caixa e recompras, sinalizando uma mudança no padrão de acumulação do ativo.
Essas ações repercutiram positivamente no preço das ações da empresa no curto prazo, mas também contribuíram para o sentimento cauteloso dos investidores. O mercado segue atento à divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, especialmente o payroll, que pode indicar se o Fed amenizará ou não sua postura de aperto monetário.
Níveis de suporte e perspectivas de mercado
A área dos US$ 60 mil é considerada o principal suporte técnico para o Bitcoin neste momento. Caso o preço consiga manter-se em torno desse patamar, aumenta a possibilidade de recuperação no curto prazo. Porém, um rompimento consistente para baixo pode levar o ativo a buscar níveis mais baixos, entre US$ 54 mil e US$ 55 mil, ou até US$ 40 mil conforme indicam alguns analistas.
O mercado de criptomoedas permanece marcado por forte volatilidade e incertezas macroeconômicas. Especialistas apontam que o desempenho do Bitcoin continuará atrelado à política monetária americana e à disposição do mercado global para assumir riscos. A queda recente também levou à redução do percentual de Bitcoins em lucro para cerca de 47,5%, um indicador que, historicamente, antecede possíveis recuperações.
Em síntese, o Bitcoin está em um momento decisivo, pressionado pelo contexto macroeconômico e mudanças na dinâmica institucional. Os próximos dados econômicos dos Estados Unidos e a evolução das políticas do Fed serão fundamentais para definir os rumos da principal criptomoeda do mercado nos próximos meses.
Fontes
- InfoMoney
- CNN Brasil
- A Tribuna
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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