Bitcoin em agosto: volatilidade, suporte e incertezas macroeconômicas
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Bitcoin em agosto: volatilidade, suporte e incertezas macroeconômicas
10 ago 2026

O Bitcoin iniciou agosto com movimentos de recuperação e volatilidade, enquanto investidores acompanham com cautela o cenário macroeconômico e geopolítico global. Após o fechamento de julho com alta de 5%, a criptomoeda está próxima dos US$ 63 mil, mas enfrenta resistência e suporte que podem definir a trajetória de curto prazo do ativo.
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Volatilidade e suporte técnico
Segundo analistas, a volatilidade tende a aumentar em agosto após o mercado reagir ao tom mais agressivo do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos na última semana de julho. A alteração na comunicação do Fed criou um ambiente de incerteza em relação à política monetária, fazendo com que indicadores econômicos e balanços corporativos provoquem oscilações mais intensas.
O Bitcoin, que vem oscilando entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, apresenta suporte decisivo nessa faixa. A perda dessa região aumentaria as chances de queda para níveis próximos a US$ 60 mil, diante da menor liquidez e da pressão decorrente da alta dos juros reais. No entanto, a manutenção desse suporte pode sustentar uma consolidação dos preços, caso os fluxos para fundos negociados em bolsa (ETFs) continuem positivos.
Impactos do cenário macroeconômico e geopolítico
O mercado cripto permanece sensível às tensões no Oriente Médio, que elevam os preços do petróleo e reforçam pressões inflacionárias. Isso influencia as expectativas de juros mais altos pelos bancos centrais, limitando a recuperação do Bitcoin, apesar do interesse institucional mais firme manifestado por entradas líquidas relevantes nos ETFs.
Além disso, notícias específicas do setor, como balanços trimestrais negativos de empresas com exposição ao Bitcoin e problemas de segurança em carteiras físicas, também influenciam o desempenho da moeda digital. O atraso na votação do projeto regulatório Clarity Act no Senado dos EUA mantém a incerteza legislativa sobre os criptoativos.
Análise técnica e perspectivas
Em termos técnicos, o Bitcoin segue em tendência de baixa, negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que a reação atual evolua para uma recuperação sólida, o ativo precisa superar resistências localizadas na faixa entre US$ 67.292 e US$ 70.465. Caso haja rompimento, novos alvos aparecem entre US$ 74.450 e US$ 78.200, e, a longo prazo, próximo de US$ 82.850.
Por outro lado, o rompimento dos suportes em US$ 61.300 e US$ 57.800 pode intensificar a correção, com possibilidades de queda para entre US$ 52.550 e US$ 49.000. O índice de força relativa (IFR) indica que o ativo permanece sem sobrecompra significativa, o que sugere que movimentos de queda ou alta ainda são possíveis.
Enquanto agosto segue decisivo para o Bitcoin, o desempenho dependerá da evolução dos principais indicadores econômicos dos EUA, das tensões geopolíticas e do avanço ou atraso da regulamentação do setor. A consolidação do suporte técnico e o aumento dos fluxos institucionais podem ser determinantes para a manutenção ou reversão da tendência atual.
Fontes
- Valor Investe
- InfoMoney
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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