Dólar recua frente ao real com dados de emprego fracos nos EUA e volatilidade política
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Dólar recua frente ao real com dados de emprego fracos nos EUA e volatilidade política
10 ago 2026

O dólar encerrou a última semana em queda frente ao real, pressionado pelo relatório de empregos dos Estados Unidos em julho que mostrou fechamento inesperado de postos de trabalho. O dólar à vista finalizou o pregão a R$ 5,0845, redução de 0,41%, embora no acumulado semanal a moeda tenha registrado alta de 0,31% e mantenha queda anual de 7,37%. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,1044 e R$ 5,0721.
O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que 23 mil vagas de emprego foram fechadas em julho, contrariando a expectativa de criação de 80 mil postos. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, ligeiramente abaixo do previsto. Essa surpresa negativa reduziu as apostas em altas adicionais dos juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo, impactando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e enfraquecendo o dólar globalmente.
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Impacto do mercado local e movimentação do Ibovespa
No Brasil, a moeda nacional se valorizou diante da fraqueza externa do dólar e registra suporte também em operações de carry trade, fomentadas pela diferença dos níveis de juros entre o Brasil e EUA. O Banco Central atuou no mercado com vendas de contratos de swap cambial para rolagem, influenciando o câmbio local.
Contudo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) sofreu queda de 1,73% no último pregão, refleto do desempenho fraco de varejistas e a rotação dos investidores para ações de tecnologia americanas, especialmente aquelas ligadas à inteligência artificial. No acumulado da semana, o índice caiu 3,08%, marcando a pior semana desde maio.
Tensão geopolítica e alta recente do dólar
Após dois dias de queda frente ao real, o dólar subiu 0,53%, encerrando o pregão a R$ 5,1107, influenciado pela aversão global ao risco provocada pelo impasse na negociação da reabertura do Estreito de Ormuz. A alta do petróleo, com o barril do WTI chegando a US$ 82,13 e o Brent a US$ 87,72, também contribuiu para o movimento.
Especialistas apontam que a volatilidade do petróleo aumenta a incerteza econômica num cenário de possíveis apertos monetários nos EUA. Essa conjuntura mantém o dólar como ativo de proteção, principalmente em momentos de instabilidade política interna no Brasil e dúvidas sobre futuro ajuste fiscal.
Expectativas para política monetária americana
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas fortes, atingiu máxima de 99,829 pontos, apoiado pela sinalização do presidente do Federal Reserve de Cleveland por apertos monetários adicionais. Entretanto, após a frágil criação de vagas de trabalho, o mercado passou a prever a próxima alta de juros para outubro e aguarda os dados do índice de preços ao consumidor (CPI) para ajustar as expectativas.
Analistas do banco ING projetam uma postura moderada (dovish) do Fed no próximo ciclo e revisão para queda do dólar a médio prazo, caso o CPI de julho confirme a desaceleração da inflação. A coordenadora de alocação da Avenue ressalta que eventuais surpresas inflacionárias poderão reverter essa tendência.
Fonte: Reuters, Correio Braziliense, análise do Banco Sofisa e especialistas do mercado financeiro.
Fontes
- Diario Do Comercio
- Poder360
- Correio Braziliense
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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