Bitcoin em queda livre em 2026: perdas, causas e impacto no mercado
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Bitcoin em queda livre em 2026: perdas, causas e impacto no mercado
6 fev 2026

O Bitcoin entrou em uma fase de queda livre, acumulando perdas de 27% em 2026 e 50% desde sua máxima histórica em 2025. A desvalorização tem sido influenciada por liquidações no mercado de futuros, venda por grandes detentores e incertezas quanto a riscos futuros, como a computação quântica. Além disso, a maior institucionalização do ativo trouxe novas dinâmicas diferentes dos ciclos passados que costumavam definir o comportamento do Bitcoin.
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Fatores que impulsionam a queda recente do Bitcoin
A queda começou de forma acentuada em outubro de 2025, com um evento de liquidação de US$ 19 bilhões no mercado de futuros, seguido de um sentimento geral de aversão ao risco e desalavancagem no mercado. Diferente do ciclo histórico relacionado ao halving, a atual queda não está atrelada a um evento específico, tornando a análise mais complexa.
Nas semanas seguintes, o BTC caiu para a casa dos US$ 63 mil, afetado pela desvalorização das ações de tecnologia e pelo fluxo de vendas nos ETFs de bitcoin, que têm registrado saídas expressivas em 2026. O maior fundo de bitcoin, da BlackRock, possui cerca de US$ 64,8 bilhões em ativos, mas o capital sendo retirado desses fundos levanta dúvidas sobre a resistência do investidor institucional frente à volatilidade do ativo.
Implicações institucionais e riscos tecnológicos
A institucionalização do Bitcoin aumentou sua correlação com o mercado financeiro tradicional e com empresas de tecnologia. Isso significa que eventos negativos em outros setores podem influenciar a cotação da criptomoeda. Além disso, há preocupações crescentes sobre a possibilidade de a computação quântica comprometer a criptografia utilizada pelo Bitcoin, embora o risco ainda seja considerado de médio a longo prazo, e com desdobramentos técnicos que podem minimizar possíveis ameaças.
Enquanto o bilionário Michael Burry alertou para o risco de contágio da queda do Bitcoin para o mercado tradicional, outros especialistas avaliam que o mercado cripto está apenas passando por um ajuste natural, típico de ativos voláteis e especulativos.
Alternativas e perspectivas para fevereiro de 2026
Em meio à queda, corretoras indicam outras criptomoedas promissoras para fevereiro, ao passo que o Bitcoin ainda é recomendado para investidores com visão de longo prazo. A volatilidade deve permanecer elevada, influenciada por dados macroeconômicos globais e cenário geopolítico.
A recuperação do Bitcoin em torno dos US$ 70 mil, observada recentemente, se deu principalmente pela melhora nos mercados de tecnologia em Wall Street e pela rotação de investidores para ativos de maior risco. Ainda assim, a criptomoeda acumula perdas significativas na semana e no acumulado do ano.
Além disso, a União Europeia impôs novas sanções que afetam o setor de criptomoedas, o que pode pesar no curto prazo. O mercado permanece atento à aprovação de ETFs à vista nos EUA e à adoção institucional, que podem influenciar positivamente o desempenho do ativo.
Fontes
- Valor Econômico
- InfoMoney
- Correio Braziliense
- A Tarde
- Metrópoles
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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