Bitcoin recua com tensão geopolítica e inflação, mas recupera com apetite por risco
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Bitcoin recua com tensão geopolítica e inflação, mas recupera com apetite por risco
14 jul 2026

O bitcoin recuou para patamares próximos a US$ 62 mil diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que levou ao aumento dos preços do petróleo e renovou temores de inflação persistente. Essa combinação preocupou os investidores, que reduziram o apetite por ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Essa tendência se refletiu na queda de 2,6% do bitcoin nesta segunda-feira, levando a criptomoeda abaixo da sua média móvel de 200 semanas, ponto técnico que pode indicar um cenário de baixa prolongada. O ether, segunda maior criptomoeda, acompanhou a queda, recuando no mesmo percentual.
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Impactos das tensões geopolíticas e inflação
A retomada das hostilidades no Oriente Médio, com novos ataques dos EUA ao Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã, elevou os temores sobre o fornecimento de energia e o aumento dos preços do petróleo acima de US$ 79 o barril. Essa tensão impulsionou expectativas de alta nos juros pelos bancos centrais, especialmente pelo Federal Reserve (Fed), o que normalmente reduz o interesse por ativos voláteis como as criptomoedas.
Os investidores também focam na divulgação dos índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos EUA, fundamentais para avaliar as próximas decisões do Fed. Inflação acima do esperado pode contribuir para a alta das taxas de juros e pressão sobre o bitcoin. Por outro lado, um CPI mais baixo reforça a ideia de que a inflação está cedendo, o que pode sustentar a valorização das criptomoedas.
Perspectivas para o mercado de bitcoin
Apesar do ambiente adverso, o bitcoin manteve suporte próximo a US$ 62 mil e mostrou sinais de resistência. Investidores de longo prazo continuam acumulando bitcoins, diminuindo a oferta disponível para venda e ajudando a preservar os níveis atuais da criptomoeda.
Além disso, os fluxos dos ETFs de bitcoin vacilaram entre saídas e entradas negativas nas últimas semanas. Recentemente, a retomada das entradas líquidas sugere maior confiança institucional, fundamental para estabilizar o mercado.
O cenário macroeconômico seguirá sendo o principal catalisador para o desempenho do bitcoin no curto prazo, com a tensão geopolítica e dados econômicos americanos ditando o ritmo dos movimentos.
Movimentações estratégicas no mercado de criptoativos
Ainda no ambiente das criptomoedas, o Mercado Bitcoin anunciou investimentos de R$ 100 milhões da Tether para apoiar expansão e desenvolvimento dos mercados on-chain na América Latina, refletindo interesse crescente em infraestrutura regulada para ativos digitais.
Por outro lado, mineradoras ligadas a Bitcoin enfrentam desafios, como é o caso da American Bitcoin, empresa associada à família Trump que viu suas ações caírem mais de 95% em 10 meses, refletindo mudanças na demanda e preferência dos investidores por mineração com foco em infraestrutura para inteligência artificial.
Alta recente e continuidade do apetite por risco
Na terça-feira, o bitcoin avançou 4,12%, recuperando parte das perdas anteriores. A alta veio após a divulgação do CPI americano abaixo do esperado, reduzindo a pressão para novas elevações das taxas de juros. Ainda assim, analistas destacam que o bitcoin permanece preso em uma faixa e que tensões geopolíticas continuam limitando movimentos mais expressivos de alta.
Em suma, o desempenho do bitcoin está condicionado a fatores geopolíticos e macroeconômicos, com a inflação e política monetária nos EUA sendo decisivas para a direção do mercado de criptomoedas.
Fontes
- InfoMoney
- Valor Investe
- CNN Brasil
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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