Dólar sobe para R$ 5,13 com tensão global e cai a R$ 5,07 após dados dos EUA
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Dólar sobe para R$ 5,13 com tensão global e cai a R$ 5,07 após dados dos EUA
14 jul 2026

O dólar fechou em alta de 0,48% na segunda-feira (13), cotado a R$ 5,131. O movimento foi impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, especialmente após o bloqueio do Estreito de Hormuz, responsável por cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. O petróleo Brent atingiu patamares próximos a US$ 83, refletindo o aumento da aversão ao risco no mercado.
Apesar da valorização da Petrobras em mais de 3%, a Bolsa brasileira recuou 1,19%, pressionada pela incerteza global e pelo impacto da alta do petróleo sobre a inflação e os juros. De acordo com Bruno Cordeiro, analista da StoneX, "os mercados financeiros refletem fatores geopolíticos e monetários, com aumento da aversão ao risco diante do conflito entre EUA e Irã".
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Impacto da tensão no Oriente Médio
O conflito gerou declarações do presidente Donald Trump sobre a cobrar uma tarifa de 20% para cargas que passem pelo Estreito de Hormuz, o que elevou a percepção de risco dos investidores. O Irã, por sua vez, reafirmou o controle sobre a região e prometeu reações a qualquer medida restritiva.
A instabilidade elevou o preço do petróleo, que pressionou as expectativas inflacionárias globais, sugerindo a necessidade de políticas monetárias mais restritivas pelos bancos centrais. A equipe da XP Investimentos destacou que "a incerteza mantém elevados os riscos para a oferta global de energia, a inflação e a atividade econômica".
Recuo do dólar após dados nos EUA
Na terça-feira (14), o dólar recuou 1,06%, a R$ 5,0778, após a divulgação do índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos em junho ter apresentado resultado melhor do que o esperado. A leitura aliviou as apostas por um aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve.
Com a redução da aversão ao risco, o real teve o melhor desempenho entre as moedas emergentes, beneficiado pelo petróleo em alta e menor volatilidade nos mercados. Os juros futuros brasileiros também cederam, acompanhando a queda nos rendimentos dos títulos de renda fixa americanos. O Ibovespa encerrou em alta de 0,51%, retomando o patamar dos 176 mil pontos.
O mercado seguirá atento às próximas declarações do Fed e a dados econômicos que podem alterar a direção da política monetária americana, impactando o dólar e os ativos financeiros no Brasil.
Fontes
- Gazeta De Alagoas
- O Imparcial
- ac24horas
- Correio Do Estado
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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