Comprar ações na máxima histórica é vantajoso? Análise de 15 anos do Ibovespa, IDIV e S&P 500
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Comprar ações na máxima histórica é vantajoso? Análise de 15 anos do Ibovespa, IDIV e S&P 500
29 jun 2026

Investir em ações logo após elas atingirem um preço recorde levanta dúvidas comuns quanto ao risco da decisão. Um estudo da corretora Rico analisou o desempenho de aportes realizados exclusivamente nos momentos em que o Ibovespa, o Índice de Dividendos da B3 (IDIV) e o S&P 500 renovaram suas máximas históricas nos últimos 15 anos.
A pesquisa comparou os resultados dessa estratégia com aportes mensais regulares de valores equivalentes. De modo geral, comprar ações na máxima histórica gerou retornos superiores aos investimentos em renda fixa, mas ficou atrás da rentabilidade dos aportes mensais constantes.
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Desempenho das estratégias no Ibovespa, IDIV e S&P 500
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, só renovou sua máxima pela primeira vez em setembro de 2017, após mais de seis anos parado no recorde anterior. Por isso, a estratégia de investir apenas nesse momento implicou em longos períodos sem aportes. Foram realizados 29 investimentos corrigidos pela inflação, totalizando R$ 35.786 investidos que resultaram em um patrimônio de R$ 57.817, equivalente a um ganho de 61,6% no período. Esse retorno superou o CDI, que rendeu 52,3% no intervalo, mas foi inferior ao patrimônio acumulado de R$ 63.329 por quem investiu mensalmente.
No IDIV, índice que reúne empresas com histórico consistente de pagamento de dividendos, a aplicação em máximas históricas chegou a um retorno acumulado de 128,1%, com patrimônio final de R$ 201.825, partindo de um total investido de R$ 88.480. A estratégia, porém, ainda foi batida pelos aportes mensais, que alcançaram R$ 281.383 ao final do período.
Mercado americano e influência da valorização do dólar
O S&P 500 apresentou o maior retorno absoluto. Investindo apenas nos recordes, um investidor brasileiro acumulou um patrimônio de US$ 89.198 convertido a partir de reais. Considerando a valorização do dólar, esse total corresponde a R$ 445.955. Foram realizados 88 aportes entre março de 2013 e abril de 2026. Ainda assim, a estratégia de aportes mensais acumulou US$ 92.937 no mesmo período.
O estudo destaca que mercados em tendências de alta contínuas tendem a premiar a regularidade, pois tentar acertar o timing limita o tempo de exposição à valorização das ações.
Mais importante que o timing é o tempo investido
Os dados indicam que entrar no mercado apenas em máximas históricas não representa necessariamente uma entrada tardia, já que a rentabilidade ficou acima da renda fixa. Contudo, os aportes mensais geraram patrimônio superior em todos os cenários avaliados.
No Ibovespa, a diferença foi mais evidente devido ao longo período sem renovação de topos. Sob a regra dos recordes, o investidor ficou anos sem comprar ações, perdendo valorização importante.
O estudo conclui que o período investido e a constância nos aportes são fatores fundamentais para a construção de patrimônio em ações, superando os esforços para identificar o momento exato de compra.
Para conferir os detalhes, consulte o estudo completo da Rico e acompanhe as fontes oficiais como B3 e dados históricos dos índices.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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