CVM aceita acordo e XP Investimentos e Guilherme Benchimol pagarão R$ 1,485 milhão

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CVM aceita acordo e XP Investimentos e Guilherme Benchimol pagarão R$ 1,485 milhão

22 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou um termo de compromisso com Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, e com a própria corretora, que pagarão juntos R$ 1,485 milhão para encerrar um processo administrativo iniciado em 2017, relacionado a irregularidades envolvendo agentes autônomos e uma gestora vinculada à XP.

O caso começou quando a XP comunicou que um escritório de agentes autônomos e uma gestora, cujo proprietário era Ricardo Barbosa, praticaram irregularidades que causaram prejuízo de R$ 5 milhões a clientes. As perdas ocorreram em investimentos malsucedidos que foram ocultadas em relatórios enviados aos investidores. A corretora rescindiu o contrato com o escritório Index Capital, situado no Rio de Janeiro, após identificar que 12 clientes foram afetados.

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Fiscalização da XP e pagamentos previstos no acordo

A CVM concluiu que a XP falhou na fiscalização dos agentes autônomos, já que as operações de clientes eram realizadas com comandos dos agentes no sistema da corretora, sugerindo administração irregular das carteiras. O acordo prevê que Benchimol pague R$ 405 mil, e a XP, R$ 1,080 milhão. Além disso, está previsto o pagamento de R$ 1,2 milhão a uma investidora que denunciou a fraude, causando a abertura da investigação.

A CVM rejeitou a proposta de termo de compromisso apresentada por Ricardo Barbosa, devido à gravidade do caso.

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Outros acordos firmados pela CVM

Em outro processo, Pedro Carvalho de Mello, ex-membro do conselho da Gafisa, também fechou acordo e pagará R$ 1,7 milhão. Ele foi acusado de falta de diligência na aprovação e fiscalização do programa de recompra de ações da companhia entre 2018 e 2019, além de atos que supostamente foram contrários ao estatuto e interesses da empresa.

A CVM também aceitou termos de compromisso com dirigentes da Equatorial S.A., Augusto Miranda da Paz Júnior e Leonardo da Silva Lucas Tavares de Lima, pelos quais cada um pagará R$ 286 mil. O processo apurou suposta não divulgação adequada de deficiências significativas nos controles internos.

As medidas visam encerrar processos administrativos com valores pagos à autarquia, conforme prática da CVM para resolver casos de menor complexidade mediante acordos.

Mais informações foram publicadas originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.

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Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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