Desempenho da Economia Brasileira e Expectativas para a Selic
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Desempenho da Economia Brasileira e Expectativas para a Selic
16 out 2026

A economia brasileira apresenta sinais de desaceleração
A economia do Brasil registrou crescimento em agosto, conforme mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). No entanto, os dados acumulados indicam uma atividade em ritmo moderado, reforçando os indícios de desaceleração já identificados pelo Banco Central. Essa situação pode influenciar a continuidade dos cortes na taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 13,75% ao ano.
Dados do IBC-Br e suas implicações
O IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), aumentou 0,34% em agosto em comparação com julho, superando a expectativa de crescimento de 0,05% de economistas consultados pelo Valor Data. Essa alta reverteu parcialmente a queda de 0,31% registrada no mês anterior. Apesar desse avanço mensal, o indicador acumula um crescimento modesto de apenas 1,6% nos últimos 12 meses encerrados em agosto.
Cenário econômico e projeções para o PIB
- A média móvel trimestral registrou uma queda de 0,6% em relação aos três meses anteriores.
- Setorialmente, a indústria teve um crescimento de 0,9%, os serviços de 0,2%, enquanto a agropecuária caiu 1,8%.
O último boletim Focus, do Banco Central, projetou uma expansão de 1,85% para o PIB de 2026. Já o Ministério da Fazenda estima um crescimento de 2%, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua expectativa para 2,2%. Os dados do IBGE indicam que a economia cresceu 1,9% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Consequências da Selic elevada
A desaceleração econômica é um dos principais fatores que o Comitê de Política Monetária (Copom) considera ao decidir sobre cortes na Selic. Juros elevados tornam empréstimos mais caros, desestimulando consumo e investimentos.
Embora haja expectativas de cortes, a inflação ainda apresenta números preocupantes. A projeção para a inflação de 2026 aumentou de 5,01% para 5,22%, superando o teto da meta do Banco Central de 4,5%.
Próximos passos do Copom
O Copom se reunirá nos dias 3 e 4 de novembro, com a expectativa majoritária do mercado, conforme o Termômetro Copom - Selic, de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros.
Esses dados reforçam que, apesar dos sinais de desaceleração, a condução das taxas de juros ainda requer cautela devido a pressões inflacionárias.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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