Dólar cai a R$ 5,13 com valorização das commodities e cautela no mercado
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Dólar cai a R$ 5,13 com valorização das commodities e cautela no mercado
7 jul 2026

O dólar comercial fechou em queda pelo terceiro pregão consecutivo, encerrando esta segunda-feira (6) cotado a R$ 5,13, o menor valor em quase três semanas. A desvalorização da moeda americana frente ao real ocorre em cenário de valorização das commodities brasileiras e ajustes no mercado, apesar do recuo da bolsa de valores local.
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Dólar desacelera com apoio das commodities
A baixa do dólar foi influenciada pela valorização das commodities como soja, minério de ferro e carne, importantes produtos de exportação do Brasil. Esses setores em alta contribuem para incrementar a entrada de dólares no país, sustentando a valorização da moeda brasileira. Ao mesmo tempo, no exterior, a moeda americana perdeu força frente a outras moedas fortes, fortalecendo o real.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, operou praticamente estável ao longo do dia, mas com leve tendência de queda na reta final, reduzindo o avanço da moeda americana em 2026 para cerca de 2,6%.
Bolsa recua e mercado aguarda sinais do Fed
Ao contrário do câmbio, a bolsa brasileira (Ibovespa) recuou 0,93%, fechando aos 172.447 pontos. O movimento reflete cautela dos investidores diante da ausência de indicadores econômicos domésticos relevantes e da expectativa pela ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (8).
O Ibovespa também foi afetado pela menor atratividade dos mercados emergentes, já que investidores estrangeiros continuam privilegiando ações do setor tecnológico nos Estados Unidos. Incertezas fiscais internas e tensões nas relações comerciais com os EUA reforçam a postura conservadora.
Juros futuros acompanham queda do dólar
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em baixa, acompanhando o recuo do dólar. O DI para janeiro de 2028 caiu a 14,04%, enquanto o para 2035 recuou a 14,32%. Essa acomodação ocorre em ambiente com agenda econômica interna vazia e leve acomodação dos Treasuries americanos.
Reação do dólar às tensões geopolíticas
Na terça-feira (7), o dólar voltou a subir, fechando próximo a R$ 5,15, pressionado pelo aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A decisão americana de revogar licença para exportação de petróleo iraniano impactou os preços do petróleo, que subiram mais de 3%, alimentando expectativas de alta dos juros nos EUA.
Essa escalada geopolítica reforça o dólar globalmente mais forte e limita o potencial de valorização do real, mesmo com os avanços nos termos de troca brasileiros nos últimos meses.
Os investidores ainda aguardam a ata do Fed para sinais sobre a trajetória dos juros americanos, que influenciará o desempenho do dólar e dos mercados emergentes nas próximas semanas.
Fontes: Agência Brasil, Reuters, Estadão.
Fontes
- ac24horas
- Correio Do Estado
- O Imparcial
- CNN Brasil
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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