Dólar fecha em queda a R$ 5,15 com menor valor em dois anos e Bolsa renova recorde

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Dólar fecha em queda a R$ 5,15 com menor valor em dois anos e Bolsa renova recorde

25 fev 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (24) valendo R$ 5,154, registrando queda de 0,26% e atingindo seu menor valor em dois anos, com mínima diária de R$ 5,1429, o patamar mais baixo desde 28 de maio de 2024, quando a moeda foi cotada em R$ 5,160.

Esse movimento configura o quarto recuo consecutivo do dólar neste ano, que acumula desvalorização de 6,08% desde o início de 2026. A redução no câmbio reflete, principalmente, a expressiva entrada de capital estrangeiro no Brasil no começo do ano. Dados do Banco Central informam que, em janeiro, foram aportados US$ 3,752 bilhões em ações e US$ 6,939 bilhões em títulos da dívida pública, totalizando US$ 8,867 bilhões investidos em carteira, patamar que não era registrado desde 2018.

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impacto das tarifas e entrada de capital

O cenário externo também colaborou para essa dinâmica. A decisão do governo dos Estados Unidos de estabelecer uma tarifa global de 10% sobre importações, inferior aos 15% inicialmente previstos, foi bem recebida pelos mercados. Tal redução assinada após decisão da Suprema Corte norte-americana que considerou ilegal a tarifa anterior gerou um clima de menor tensão comercial.

Especialistas do mercado interpretam que, enquanto persistir a entrada robusta de recursos externos e o dólar continuar enfraquecido no exterior, a moeda americana deve manter-se valorizada frente ao real em níveis mais baixos.

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ibovespa em alta histórica

Paralelamente, a Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) bateu novo recorde histórico. O índice subiu 1,39%, fechando em 191.490 pontos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 191 mil pontos no fechamento e chegando, na máxima do dia, a 191.780 pontos.

Esse desempenho reflete o maior apetite pelo mercado brasileiro, impulsionado pelos juros relativamente altos em comparação com outras economias, e pela maior confiança dos investidores estrangeiros.

O movimento também contou com o suporte do setor bancário e de empresas ligadas ao petróleo, que se beneficiaram da melhora no cenário geopolítico e do aumento do fluxo de investimentos externos.

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câmbio e cenário internacional

O índice do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, o DXY, registrou alta modesta de 0,13%, chegando a 97,87 pontos. No entanto, frente ao real, o dólar perdeu espaço influenciado pela maior atratividade do Brasil, que agora conta com menor risco tarifário e entrada consistente de capital estrangeiro.

Apesar da legislação conceder ao presidente dos EUA poder para impor tarifas temporárias de até 15%, a decisão da Suprema Corte restringiu o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para esse fim, o que gerou ajustes nos entendimentos comerciais globais e trouxe maior previsibilidade para moedas emergentes.

Além disso, a perspectiva de redução da taxa de juros nos Estados Unidos enfraquece a moeda americana no mercado internacional, beneficiando moedas como o real.

Este contexto mais favorável ao real reforça uma tendência de valorização da moeda brasileira frente ao dólar, enquanto o Ibovespa deve continuar a refletir essa confiança crescente do investidor estrangeiro.

Os dados apresentados consideram informações oficiais do Banco Central do Brasil e análises de especialistas do mercado financeiro.

Fontes

  • Folha De Boa Vista
  • Jornal Do Estado
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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