Dólar recua após acordo entre EUA e Irã e queda no petróleo em junho
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Dólar recua após acordo entre EUA e Irã e queda no petróleo em junho
15 jun 2026

O dólar apresentou recuo frente às principais moedas em junho de 2026, influenciado pelo avanço de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã que prevê o fim do conflito e a reabertura do Estreito de Ormuz. Esse entendimento reduziu riscos geopolíticos e provocou queda acentuada no preço do petróleo, impactando diretamente a demanda pela moeda americana.
Nas sessões recentes, o dólar atingiu a mínima em dez dias, com o índice DXY, que mede o desempenho da moeda diante de uma cesta de moedas fortes, oscilando próximo a 99,55 pontos e chegando a tocar o menor patamar desde 5 de junho. O euro teve valorização de 0,3%, cotado a US$ 1,1601, enquanto a libra esterlina subiu 0,2%, a US$ 1,3434. As moedas consideradas de maior risco, como o dólar australiano e o dólar neozelandês, avançaram 0,6% e 0,4%, respectivamente.
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Dólar e real: dinâmica com cenários domésticos e externos
No mercado brasileiro, o dólar à vista fechou a R$ 5,0668 em meio à volatilidade, mesmo após ter registrado queda semanal de 1,86%. A moeda acumula queda de 7,69% no ano frente ao real, que tem se destacado entre as moedas emergentes mais líquidas. A valorização do real foi impactada positivamente pela expectativa de uma postura cautelosa do Banco Central no processo de calibragem da taxa Selic, especialmente após a divulgação do índice IPCA de maio, que mostrou desaceleração da inflação, embora acima das estimativas médianas.
Investidores também reagiram às negociações de paz entre EUA e Irã, com declarações otimistas dos líderes envolvidos e a previsão de assinatura formal do memorando de entendimento na Suíça. Contudo, houve momentos de nervosismo, como declarações conflitantes entre autoridades dos dois países, que mantiveram a cautela no mercado cambial.
Impacto do petróleo e perspectivas do Federal Reserve
A queda significativa nos preços do petróleo, com o Brent recuando mais de 4% para cerca de US$ 83,17 por barril, refletiu a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e redução das tensões no Oriente Médio. Essa retração afeta diretamente a dinâmica das moedas de países exportadores líquidos de energia, como o Brasil e a Colômbia, cuja moeda também registrou perdas recentes.
O Federal Reserve deve manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% na decisão que ocorrerá em 17 de junho, sendo essa a primeira sob a presidência de Kevin Warsh. O comitê deverá adotar um tom mais cauteloso, já que o alívio nas tensões globais pode reduzir a pressão para elevações adicionais de juros. Esse cenário contribui para a volatilidade do dólar e sua relação com ativos de risco.
Especialistas apontam que a redução do risco geopolítico trará oportunidades para estratégias de compra de dólar e para ativos de maior risco, porém reconhecem que a volatilidade permanece devido a fatores internos e externos, incluindo a proximidade do período eleitoral no Brasil e as oscilações nos mercados globais.
Fontes
- Valor Econômico
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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