Petróleo cai 5% após acordo EUA-Irã e impacta ações da Petrobras
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Petróleo cai 5% após acordo EUA-Irã e impacta ações da Petrobras
15 jun 2026

O preço do petróleo sofreu queda significativa ligada a um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Essa desaceleração afetou diretamente as ações das petroleiras brasileiras nesta segunda-feira (15).
O Brent e o WTI, principais referências globais do petróleo, retornaram a níveis próximos a US$ 80 o barril pela expectativa da reabertura do Estreito de Ormuz e da redução das tensões geopolíticas. Durante a guerra, os preços superaram os US$ 100 em vários momentos devido ao risco de interrupção no transporte da commodity.
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Impactos nas ações das petroleiras
Com a queda do preço internacional, as perspectivas de receita das petroleiras diminuem, o que refletiu no desempenho das ações. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tiveram retração de 5,3%, fechando a R$ 43,74. Os papéis preferenciais (PETR4) recuaram 5,15%, a R$ 57,10.
Outras companhias do setor também apresentaram queda significativa: Prio (PRIO3) caiu 6,91%, fechando a R$ 57,10; Brava Energia (BRAV3) recuou 4%, a R$ 20,18; e PetroRecôncavo (RECV3) desvalorizou 6,50%, encerrando a R$ 10,22.
Perspectivas e análise dos especialistas
Analistas do mercado indicam que ainda pode ocorrer nova queda tanto no preço do petróleo quanto no valor das ações de petroleiras. Phil Soares, da Options, projeta que o preço do barril deve se estabilizar próximo de US$ 80 nas próximas semanas, mas alerta para continuidade da queda enquanto o acordo for consolidado.
Marco Saravalle, da MSX Invest e Krivo, destaca que o valuation das ações ainda não ajustou totalmente o impacto do conflito e avalia espaço para eventuais quedas adicionais para Petrobras, que hoje negocia acima de seu valor patrimonial histórico.
Desafios para Petrobras
Soares ressalta que a Petrobras enfrenta desafios relacionados à geração de caixa devido a investimentos recentes em projetos de retorno limitado, o que mantém a recomendação cautelosa para as ações da empresa.
Visão contrária sobre oportunidades
Por outro lado, João Tonello, da Benndorf Research, considera que o momento de correção abre oportunidade especialmente para a Petrobras, devido à menor sensibilidade da estatal ao preço do petróleo e seu potencial de dividendos atrativos.
Tonello vê a faixa entre R$ 39 e R$ 40 nas ações preferenciais da Petrobras como um ponto a ser observado pelos investidores com foco em prazos mais longos.
Diferenciação entre petroleiras
João Daronco, da Suno Research, explica que as diferenças no desempenho das ações se devem ao modelo de negócio de cada empresa, com a Prio mais exposta às variações do petróleo, enquanto a PetroRecôncavo tem maior participação de gás em seu portfólio, o que reduz o impacto das oscilações da commodity.
Apesar da queda, Daronco considera o preço atual do Brent atrativo para essas companhias e destaca a possibilidade de retorno atrativo para investidores em Prio e PetroRecôncavo, ainda que o cenário não configure uma grande oportunidade imediata.
As análises reforçam a importância de acompanhar a evolução do preço do petróleo e o cenário geopolítico antes de tomar decisões sobre investimentos no setor.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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