Dólar se mantém estável com alta moderada diante de tensão política e cenário externo
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Dólar se mantém estável com alta moderada diante de tensão política e cenário externo
16 jul 2026

O dólar comercial encerrou o pregão em estabilidade nesta quarta-feira (15/7), cotado a R$ 5,08, e registrou alta moderada de 0,40% nesta quinta-feira (16/7), atingindo R$ 5,10. O desempenho foi influenciado por uma combinação entre dados econômicos americanos favoráveis, tensões geopolíticas e a imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Na quarta-feira, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes, recuou 0,41%, aos 100,52 pontos, apoiado pela queda de 0,3% em junho do Índice de Preços ao Produtor (PPI) americano. Este foi o maior recuo em 14 meses, reforçando a expectativa de comportamento menos agressivo do Federal Reserve (Fed) na política monetária dos próximos meses, apesar da cautela em relação à inflação pressionada por petróleo e tensões geopolíticas.
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Impacto das tarifas e cenário geopolítico no câmbio
A decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros adicionou uma camada de incerteza, afetando o desempenho do real. Apesar da existência de exceções na lista e questionamentos sobre o impacto econômico efetivo, o "tarifaço" americano gerou desconforto no mercado e pressionou o índice Ibovespa, que registrou queda de 0,36% no mesmo dia.
O aumento do dólar na quinta-feira também refletiu aversão global ao risco em um momento marcado por incertezas quanto ao avanço da inteligência artificial e pela escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente o confronto entre os Estados Unidos e o Irã. Tais fatores impulsionaram o índice DXY e favoreceram a alta da moeda norte-americana frente a moedas emergentes, incluindo o real.
Movimentação do mercado financeiro e commodities
Além do impacto das tarifas, o mercado financeiro seguiu atento aos dados da atividade econômica dos EUA. A desaceleração da inflação e resultados trimestrais corporativos influenciaram o posicionamento dos investidores. O Ibovespa teve pregão relativamente tranquilo, com oscilações modestas em papéis relevantes como Gerdau e Ambev, enquanto Petrobras e Vale registraram variações pequenas.
No mercado de commodities, o petróleo Brent fechou em leve alta de 0,26%, cotado a US$ 84,95 por barril. A alta foi sustentada pela persistência das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que mantém o mercado de energia em estado de atenção elevado.
Segundo analistas, o impacto das tarifas é secundário frente ao cenário internacional, com o câmbio mais sensível às questões geopolíticas e às medidas de política monetária globais. A guerra comercial e a instabilidade política local influenciam, mas a volatilidade global prevalece.
Fontes
- Metrópoles
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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