Dólar se mantém firme e ganha espaço com stablecoins na América Latina
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Dólar se mantém firme e ganha espaço com stablecoins na América Latina
29 jun 2026

O dólar continua exercendo papel central na economia global, funcionando como moeda de referência para comércio e reservas internacionais, conforme análise do economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas. Apesar das mudanças nas dinâmicas globais, o dólar mantém sua predominância, suportada por fluxos comerciais e bancários. Essa estabilidade ocorre mesmo diante da volatilidade geopolítica e das políticas tarifárias recentes adotadas pelos Estados Unidos.
Além disso, a valorização do dólar tem impactos diretos no câmbio brasileiro, onde a moeda americana fechou a penúltima semana de junho de 2026 em leve queda para R$ 5,17, mas ainda caminha para consolidar alta no acumulado semanal. Esse movimento decorre de dados de inflação mais controlada nos EUA e no Brasil, que alentam a expectativa dos investidores, embora persistam dúvidas sobre o ritmo futuro da política monetária americana e o cenário fiscal doméstico.
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dólar tokenizado e stablecoins na américa latina
Na América Latina, cresce o interesse por moedas digitais estáveis (stablecoins) lastreadas no dólar. Elas são utilizadas não apenas como proteção contra a desvalorização das moedas locais, mas também para facilitar transferências internacionais. Segundo a exchange Bitso, pela primeira vez a demanda por stablecoins superou a do bitcoin na região.
Especialistas destacam que o dólar tokenizado tem sido uma ferramenta de preservação patrimonial para investidores cautelosos diante dos desafios econômicos e políticos locais. A facilidade para adquirir essas moedas digitais por meio de exchanges e sua rápida conversão em dólar real as tornam atrativas para emissões instantâneas de valores entre países, especialmente considerando a presença significativa de imigrantes na região.
dinâmica do câmbio e perspectivas para o real
O dólar operou em leve alta em um pregão de baixa liquidez, atingindo R$ 5,17, apesar do cenário externo favorável ao real. Tal desempenho reflete ajustes técnicos e a expectativa em relação aos indicadores econômicos dos EUA, incluindo dados sobre o mercado de trabalho, que são especialmente acompanhados pelo mercado. A cautela dos investidores permanece ligada à perspectiva de juros americanos ainda elevados por mais tempo, o que pode pressionar moedas emergentes como o real.
De acordo com especialistas financeiros, o dólar deve oscilar entre R$ 5,10 e R$ 5,20 no curto prazo, conforme fatores técnicos e fundamentais, tanto externos quanto domésticos. A conjuntura fiscal brasileira, indicadores de inflação e decisões da política monetária são elementos decisivos para os movimentos cambiais nas próximas semanas.
Vale destacar que o índice DXY, que monitora o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, mostra leve recuo, mas ainda registra valorização anual superior a 2,8%, indicando força consolidada da moeda americana no mercado global.
Por fim, especialistas ressaltam que o atual cenário, com baixa inflação subjacente e queda nos preços do petróleo, pode indicar que o dólar já atingiu seu pico de valorização no ciclo atual, o que pode sinalizar estabilidade ou eventual correção no futuro próximo.
Fontes
- CNN Brasil
- DCI
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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