Dólar sobe com tarifaço dos EUA e tensão entre Brasil e EUA aumenta
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Dólar sobe com tarifaço dos EUA e tensão entre Brasil e EUA aumenta
17 jul 2026

O dólar comercial fechou nesta semana em alta, rompendo a marca de R$ 5,10. A valorização foi influenciada pela confirmação das tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do fortalecimento da moeda americana no mercado global, impulsionado por indicadores econômicos positivos nos EUA. Dados recentes mostraram mercado de trabalho resiliente e consumo aquecido, reforçando a expectativa de manutenção dos juros elevados no país.
Essa valorização ocorre em meio a uma crescente tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, que envolve não apenas a imposição de tarifas, mas também uma investigação americana sobre práticas brasileiras consideradas desleais. Entre os pontos questionados está o Pix, sistema de pagamento brasileiro que ganhou destaque internacional pelos seus benefícios e popularidade. O governo dos EUA teme que o Pix possa ser um instrumento para um sistema de pagamento paralelo, alinhado à potencial moeda do bloco BRICS, do qual o Brasil é membro.
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Tensão comercial entre Brasil e EUA e impacto do Pix
O governo norte-americano iniciou uma investigação sob a Seção 301 da Lei do Comércio que acusa o Brasil de práticas ilegais em áreas como propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento. O Pix entrou no foco da investigação pela possibilidade de prejudicar operadoras americanas de cartão, embora dados internos apontem crescimento dessas operadoras devido justamente à popularização do Pix, que estimulou a bancarização ao facilitar transações gratuitas.
O economista Gustavo Inácio de Moraes, da PUCRS, destaca que o temor americano está mais ligado ao surgimento de um sistema de pagamento paralelo que possa viabilizar a moeda do BRICS, ameaçando a hegemonia do dólar em transações globais.
Mercado financeiro reage à escalada do conflito no Oriente Médio e tarifas
Na bolsa brasileira, o índice Ibovespa fechou em queda de 1,24%, pressionado por setores atrelados ao petróleo e minério de ferro, diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O aumento dos preços do petróleo, com o Brent chegando a US$ 88,10 o barril, intensificou a aversão global ao risco. O real teve desempenho moderado entre as moedas emergentes, apoiado pelo carry elevado e preços favoráveis das commodities.
Especialistas apontam que a taxa de câmbio dificilmente ultrapassará R$ 5,20, mesmo com o dólar em alta global. A resposta do Brasil às tarifas americanas, incluindo a Lei da Reciprocidade, está em ebulição, mas o impacto já foi parcialmente absorvido pelo mercado local.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, oscilou próximo à estabilidade, indicando um momento de baixa volatilidade apesar dos fatores geopolíticos e econômicos. Investidores continuam atentos ao desenrolar do conflito e seus possíveis efeitos na inflação e política monetária global.
Fontes: Agência Brasil, O Estado de S. Paulo ([email protected]), Sociedade Brasileira de Economia e PUCRS.
Fontes
- Correio Do Povo
- Tribuna Pr
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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