Bitcoin volta a superar US$ 65 mil com alívio na inflação nos EUA

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Bitcoin volta a superar US$ 65 mil com alívio na inflação nos EUA

17 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O Bitcoin ultrapassou a marca de US$ 65 mil, alcançando US$ 65.275, após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos que mostraram uma alta menor do que o esperado. O núcleo do Índice de Preços ao Produtor (PPI), que exclui alimentos e energia, subiu abaixo das previsões tanto no mês quanto no acumulado anual, reforçando o sentimento de alívio inflacionário no mercado financeiro.

Este cenário fez os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) caírem, com o título de 10 anos recuando de 4,61% para 4,58%, e o de 2 anos passando de 4,21% para 4,17%. O Bitcoin ampliou os ganhos e chegou a ser negociado a US$ 64.800, alta de 2,1% em 24 horas, enquanto os futuros do índice Nasdaq 100 subiram 0,5% simultaneamente.

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Entradas líquidas em ETFs indicam apetite por risco

O interesse por ativos de risco também ficou evidente nos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, que receberam US$ 181 milhões em aportes na terça-feira, revertendo uma saída significativa registrada no dia anterior. O IBIT, da BlackRock, concentrou quase toda a captação, com aproximadamente US$ 139 milhões, seguido pelo FBTC, da Fidelity, com US$ 21 milhões. Os fundos de Ethereum também registraram entradas líquidas relevantes, com US$ 58 milhões, liderados pelo ETHA, da BlackRock.

Com esses movimentos, os ativos sob gestão desses ETFs de Bitcoin recuperaram para cerca de US$ 78 bilhões, um aumento em relação aos US$ 75 bilhões anteriores. Os fundos de Ethereum ultrapassaram recentemente a marca dos US$ 10 bilhões em ativos geridos.

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Tensões geopolíticas e alta do petróleo criam incertezas

Apesar do avanço, o Bitcoin enfrentou resistência para se distanciar do piso de US$ 65.500 devido a uma reavaliação sobre as decisões futuras do Federal Reserve (Fed). As probabilidades indicam uma estabilização dos juros neste mês, com 93% de chance de manutenção conforme os contratos futuros da CME (FedWatch).

Todavia, a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã levou a um aumento no preço do petróleo Brent, que ultrapassou US$ 79 por barril, reacendendo temores de pressão inflacionária persistente. O conflito envolve ataques recentes e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo, o que influencia diretamente o cenário econômico e a volatilidade do mercado de ativos de risco como o Bitcoin.

Especialistas indicam que o desempenho do Bitcoin continuará condicionado ao cenário macroeconômico, especialmente aos próximos índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos EUA, além da evolução das negociações quanto à segurança na região do Oriente Médio.

Investidores institucionais, que acumularam mais de 55 mil Bitcoins desde o início de julho, seguem sendo fator relevante para a estabilidade da criptomoeda, reduzindo a oferta disponível e ajudando a preservar níveis próximos a US$ 60 mil, mesmo em períodos de maior pressão vendedora.

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Fontes

  • InfoMoney
  • Valor Investe
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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