Dólar sobe para R$ 5,06 com inflação e cenário geopolítico em foco
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Dólar sobe para R$ 5,06 com inflação e cenário geopolítico em foco
28 mai 2026

O dólar atingiu R$ 5,06 nesta quarta-feira (27), o maior valor em oito dias, influenciado pela prévia da inflação oficial brasileira e pelo cenário internacional marcado por tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A moeda americana subiu 0,66%, chegando a R$ 5,07 na máxima do dia e fechando em R$ 5,061, acompanhando o fortalecimento global da divisa.
Em paralelo, o índice Ibovespa caiu 0,48%, aos 175.744 pontos, pressionado pela queda das ações da Petrobras e pelo aumento da cautela dos investidores ante o avanço da inflação e a perspectiva de juros mais elevados no Brasil.
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Dólar e inflação
A alta do dólar ocorreu após divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) referente a maio, que subiu 0,62%, superando as expectativas do mercado. No acumulado em 12 meses, a inflação alcançou 4,64%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Esse resultado reforça a expectativa de manutenção da taxa Selic em patamares elevados ou uma redução mais lenta dos juros, o que pode diminuir o apetite por ações e alterar o fluxo cambial.
Situação geopolítica e petróleo
A volatilidade no mercado cambial também foi afetada pelas negociações entre EUA e Irã. Notícias contraditórias sobre um possível acordo de paz e a reabertura do Estreito de Ormuz provocaram forte oscilação nos preços do petróleo, aumentando a aversão ao risco em mercados emergentes, incluindo o Brasil.
A queda nos preços da commodity, com o barril do Brent em US$ 92,25 e o WTI em US$ 88,68, reduz a entrada de moeda estrangeira no país, pressionando o real e contribuindo para a valorização do dólar.
Perspectivas técnicas e fluxo cambial
O contrato de minidólar para junho encerrou a sessão em alta de 0,5%, aos 5.063,5 pontos, sustentado pela força compradora no curto prazo e alinhado às médias móveis de 9 e 21 períodos. O analista técnico Rodrigo Paz destaca que o rompimento da região de resistência em 5.074 pontos pode impulsionar avanços até patamares próximos a 5.200 pontos.
Por outro lado, suportes importantes estão situados em torno de 5.000 pontos, cujas quebras podem intensificar movimentos de baixa.
O mercado permanece atento à dinâmica geopolítica, ao IPCA e ao fluxo cambial, que mantêm a volatilidade no curto prazo.
Desempenho do câmbio e mercado nesta quinta
Nesta quinta-feira (28), o dólar operou em queda após o alívio proporcionado por sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã, além de indicadores de inflação comportada nos Estados Unidos.
A moeda americana fechou em R$ 5,0318, com baixa de 0,57%, ainda sustentando uma valorização de 1,6% frente ao real em maio e queda anual acumulada de 8,33%.
O real recuperou parte do terreno perdido recentemente, beneficiando-se da menor aversão ao risco e da estabilidade nos preços do petróleo, conforme análise do superintendente de câmbio do Banco Rendimento, Jacques Zylbergeld.
Entretanto, a expectativa por mantimentos dos juros elevados no Brasil e nos EUA continua a influenciar o mercado, limitando quedas mais expressivas no dólar.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou cerca de 0,2%, enquanto dados americanos mostram inflação ainda acima da meta, alterando a percepção sobre a política monetária do Federal Reserve.
Esses fatores ressaltam a importância de acompanhar os desdobramentos geopolíticos e econômicos para entender a evolução do dólar e seus impactos no mercado financeiro brasileiro.
Fontes: Reuters, Banco Central, InfoMoney.
Fontes
- InfoMoney
- Jornal Do Estado
- ac24horas
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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