Dow cai com tensões EUA-Irã, mas Nasdaq resiste com alta da Oracle e IA
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Dow cai com tensões EUA-Irã, mas Nasdaq resiste com alta da Oracle e IA
11 mar 2026

Os índices da bolsa de Nova York exibem movimentos opostos nesta quarta-feira (11), em meio a tensões geopolíticas entre EUA e Irã e o impacto dos preços do petróleo no mercado. Apesar de um relatório de inflação ao consumidor em fevereiro alinhado com as expectativas, o cenário é de volatilidade e reativo a desdobramentos internacionais.
O Nasdaq é sustentado pela valorização de mais de 10% nas ações da Oracle, que divulgou resultados robustos, ressaltando a força do setor de inteligência artificial (IA). Esse desempenho reforça a posição das big techs, consideradas porto seguro para investidores diante das incertezas.
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Impactos do CPI e tensões no mercado
O índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro trouxe algum alívio, confirmando o controle inflacionário nos EUA. Essa tendência estimula a expectativa de cortes na taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed) a partir do segundo semestre de 2026, o que gera ambiente favorável para o mercado de ações.
Por outro lado, o Dow Jones sofre com preocupações ligadas ao aumento dos custos de energia e interrupções nas cadeias globais de suprimento. Empresas industriais e da economia real refletem um impacto maior devido à influência direta desses fatores.
Risco geopolítico e mercado de petróleo
A região do Estreito de Ormuz continua sendo o principal motor de instabilidade. Incidentes recentes, como navios de carga atingidos e ações militares envolvendo forças dos EUA e do Irã, elevam o risco geopolítico global.
Os preços do petróleo se mantiveram na faixa dos US$ 85 graças à intervenção da Agência Internacional de Energia (IEA), que liberou 400 milhões de barris para mitigar um aumento abrupto. Essa medida evitou o pânico imediato, mas a persistência do conflito pode pressionar custos e limitar a margem de manobra do Fed para reduzir juros.
O mercado segue atento a possíveis desdobramentos e à promessa de desescalada feita pelo ex-presidente Donald Trump na última segunda-feira. Caso os atritos persistam, a tendência é de maior aversão ao risco no curto prazo.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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