EUA indicam disposição para discutir tarifas contra o Brasil, diz ministro Mauro Vieira

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EUA indicam disposição para discutir tarifas contra o Brasil, diz ministro Mauro Vieira

4 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, comunicou que o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), embaixador Jamieson Greer, está disposto a avançar nas negociações sobre a tarifa de 25% proposta pelo governo americano ao Brasil. O anúncio foi feito após encontro ocorrido em Paris, na França, onde ambos participaram do evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Essa tariffa, prevista para entrar em vigor em 15 de julho, foi instituída através da Seção 301 dos EUA, alegando práticas brasileiras consideradas anticompetitivas, com destaque para o uso do sistema de pagamentos Pix. O governo brasileiro, por sua vez, tem mantido o diálogo e fornecido todas as informações solicitadas para contrapor tais alegações.

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Argumentos e contexto da tarifa

Segundo Mauro Vieira, as justificativas norte-americanas para as tarifas não são legítimas. "Demos todas as informações necessárias. O que esperamos é que os argumentos não legítimos sejam reavaliados, evitando a aplicação dessas tarifas", declarou o ministro.

Além dessa medida, os EUA propuseram outra tarifa adicional, de 12,5%, contra vários países, incluindo o Brasil, em função do suposto uso de trabalho forçado na cadeia produtiva. Essa ação amplifica o potencial impacto sobre as exportações brasileiras.

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Implicações para o comércio bilateral

A implementação dessas tarifas afetaria diretamente a competitividade das exportações brasileiras nos Estados Unidos, um dos principais mercados para o país. A Seção 301 permite que os EUA apliquem medidas comerciais em resposta a práticas consideradas injustas, tornando o diálogo entre os dois países crucial para evitar prejuízos significativos.

O Ministério das Relações Exteriores mantém contato próximo com o USTR para buscar soluções que preservem os interesses do Brasil no comércio internacional. O governo argumenta que a adoção do Pix é uma inovação tecnológica que não configura prática anticompetitiva e que as acusações carecem de fundamentação válida.

Os próximos passos envolvem novas rodadas de negociações, com o objetivo de excluir o Brasil das listas de tarifas ou, ao menos, flexibilizar as condições, minimizando impactos econômicos para exportadores e a cadeia produtiva nacional.

As informações foram originalmente divulgadas pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.

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Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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