Fundos de ações e multimercados rendem alto, mas retorno dos investidores é lento
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Fundos de ações e multimercados rendem alto, mas retorno dos investidores é lento
8 jan 2026

Fundos de ações registraram rentabilidade média de 31,6% em 2025, enquanto os fundos multimercados ofereceram retorno médio de 14,7%, superior ao CDI, que alcançou 14,3%. Contudo, a volta dos investidores para essas classes de fundos ocorre de forma lenta, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Apesar de aportes totais de R$ 88,4 bilhões nos fundos de investimentos, descontando-se resgates, os fundos de ações enfrentaram uma saída recorde de R$ 54,5 bilhões no primeiro semestre, um salto significativo em relação aos R$ 16,3 bilhões registrados em 2024. Já os multimercados reduziram os resgates de R$ 349,1 bilhões para R$ 58,9 bilhões, apresentando sinais iniciais de retorno, mas ainda longe de uma recuperação sólida.
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Renda fixa mantém preferência dos investidores
Em contrapartida, os fundos de renda fixa continuam atraindo recursos, com entradas de R$ 84,3 bilhões no período, mesmo com redução em relação aos R$ 258,8 bilhões aportados no ano anterior. A aversão ao risco permanece elevada, conforme análise do diretor da Anbima, Pedro Rudge, devido à remuneração atrativa da renda fixa relacionada à taxa Selic, próxima de 14%.
Rudge destaca que, embora haja expectativa de cortes na Selic em 2026, a renda fixa deve continuar oferecendo retornos interessantes, dificultando o retorno mais expressivo dos investidores para os fundos de ações e multimercados. No entanto, ele prevê que os multimercados tendem a recuperar recursos mais rapidamente frente ao ambiente econômico e político volátil.
Perspectivas para fundos de ações e debêntures
A normalização macroeconômica e a confiança gerada pelo desempenho positivo do Ibovespa em 2025 podem estimular o interesse dos investidores na bolsa, aumentando gradualmente a procura por fundos de ações. Todavia, dado o maior risco associado, o apetite dos investidores por esse segmento deve evoluir com cautela.
Sobre os fundos de debêntures incentivadas, que captaram R$ 110,1 bilhões em 2026, houve uma desaceleração recente, com aporte de apenas R$ 1,2 bilhão em dezembro de 2025, o menor valor mensal desde o início do ciclo de crescimento. A expectativa é de uma acomodação temporária, considerando a demanda contínua por financiamento de bons emissores e a capacidade dos fundos de identificar oportunidades nesse segmento.
Esses dados reforçam o cenário de transição dos investidores, que mantêm a renda fixa como base das aplicações e começam a retomar gradualmente os investimentos em classes de maior risco como ações e multimercados.
Fonte: Anbima (https://valorinveste.globo.com/produtos/fundos/noticia/2025/07/07/fundos-sofrem-resgates-no-primeiro-semestre-puxados-pelos-multimercados.ghtml)
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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