Golpe da loja online fake é a fraude digital mais comum no Brasil

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Golpe da loja online fake é a fraude digital mais comum no Brasil

17 jul 2025Última atualização: 10 setembro 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money

O golpe da loja online falsa lidera como a fraude digital mais comum no Brasil, de acordo com uma pesquisa realizada pela plataforma de denúncias SOS Golpe em parceria com a fintech CloudWalk, dona da InfinitePay. Entre janeiro e maio de 2025, o levantamento registrou 11.800 denúncias, das quais 45,1% estão relacionadas a golpes de compras online, incluindo o da loja fake.

A análise indica que o Distrito Federal concentra o maior número de fraudes digitais e também lidera o ranking nacional do golpe da loja falsa. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná aparecem em seguida. A fraude funciona com a vítima atraída por promoções aparentes nas redes sociais e induzida a realizar a compra em sites fraudulentos que aceitam apenas pagamento via PIX. Após a transação, a loja desaparece e o produto nunca chega, com perda média estimada em R$ 740.

Outros golpes digitais com impacto relevante

Além do golpe da loja fake, outros tipos de fraudes digitais também afetam os consumidores brasileiros. O golpe da empresa clonada, que replica sites oficiais para enganar e receber pagamentos, registrada em casos como o de venda falsa de ingressos para shows da Taylor Swift, apresenta prejuízos médios de R$ 520. Já o golpe do vendedor de itens usados, comum em redes sociais através da invasão de contas e oferta de produtos inexistentes, causa perdas médias superiores, em torno de R$ 1.810.

Em Roraima, o golpe do vendedor usado é predominante e, no Acre, o golpe da empresa clonada lidera, os únicos estados onde a fraude da loja falsa não está em primeiro lugar.

Redes sociais e métodos usados por golpistas

A investigação da SOS Golpe mostra que redes sociais são canais essenciais para as fraudes. Criminosos investem em anúncios pagos para ampliar alcance, utilizando até CNPJs de fachada e lacunas nas plataformas para aplicar os golpes, especialmente no setor hoteleiro.

Especialistas defendem maior atuação de órgãos de proteção ao consumidor, como Procon e Senacon, para coibir as empresas que lucram com essas fraudes. A pesquisa destaca a importância da atenção ao preço muito abaixo do mercado, verificação cuidadosa do endereço do site (URL), pesquisa da reputação em plataformas especializadas e evitar o pagamento em redes Wi-Fi públicas ou fora dos canais oficiais das lojas.

Essas medidas ajudam a mitigar o risco de ser vítima do golpe da loja fake e outras fraudes digitais, que seguem em alta em todo o país.

Fonte: Plataforma SOS Golpe e CloudWalk, com dados do Banco Central.

Fonte:

  • G1 Economia
Redação It's Money

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