Ibovespa acelera alta acima de 2% após Tesouro dos EUA dobrar recompra de títulos
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Ibovespa acelera alta acima de 2% após Tesouro dos EUA dobrar recompra de títulos
19 ago 2026

O Ibovespa registrou alta expressiva superior a 2% nesta terça-feira (19), impulsionado pelo anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de ampliar o volume de recompra de títulos públicos de longo prazo. A medida visa conter a alta dos juros americanos, que pressionava os mercados globais recentemente.
Nos últimos dias, as taxas dos títulos americanos de 30 anos chegaram ao maior patamar em 19 anos, afetando segmentos de renda fixa e renda variável internacionalmente. A elevação dos juros de longo prazo dificulta o financiamento corporativo, o que levou investidores a reduzirem exposições em ações, principalmente nos mercados desenvolvidos.
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Detalhes da recompra dos títulos públicos dos EUA
O Tesouro americano anunciou a partir de 9 de setembro um aumento na recompra de títulos entre 10 e 30 anos, passando de um limite máximo de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. Essa política permanecerá vigente até 4 de novembro, com o propósito de fornecer maior liquidez e controlar a elevação das taxas.
Essa medida tem efeito semelhante ao de uma recompra de ações por parte de empresas em momentos de pressão nos preços, contribuindo para estabilizar o mercado de títulos e reduzir a volatilidade.
Reação nos mercados e setores favorecidos
Com o alívio causado pela recompras ampliadas, o capital começa a migrar da renda fixa para mercados de ações, especialmente nos países emergentes como o Brasil.
No Brasil, o índice Ibovespa tem se beneficiado também do cenário favorável em commodities, como o petróleo e minério de ferro, cujos preços se mantêm em alta. O petróleo registra quarta sessão consecutiva de valorização, impactado pela tensão geopolitica envolvendo Estados Unidos e Irã, o que acentua a volatilidade dos mercados.
Contexto doméstico e internacional
No Brasil, o mercado mantém cautela diante da proximidade das eleições e da retirada expressiva de capital estrangeiro da bolsa. Dados recentes indicam saída de R$ 12,6 bilhões em ações apenas na semana de 10 a 14 de agosto, o maior êxodo desde 2008.
Além disso, questões fiscais como a PEC 6x1 estão no foco dos investidores, que reagiram negativamente ao avanço da proposta no Senado após decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
O próximo destaque para os mercados será o documento da ata da última reunião do Federal Reserve, previsto para hoje, que pode sinalizar o caminho para a política de juros nos EUA num cenário marcado por dados econômicos mistos e tensões geopolíticas.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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