Ibovespa cai pelo quinto pregão consecutivo com dólar em queda e commodities em alta

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Ibovespa cai pelo quinto pregão consecutivo com dólar em queda e commodities em alta

29 abr 2026

Dalton VieiraDalton Vieira
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Mercado internacional: bolsas mostram desempenho misto e divergente

O cenário global apresenta um dia sem definição clara, com os futuros dos Estados Unidos operando em leve alta de 0,1%. As bolsas europeias registram quedas, com o Eurostoxx 50 recuando cerca de 0,35%. O índice FTSE 100 do Reino Unido destaca-se negativamente, caindo aproximadamente 0,82%. Na Ásia, os mercados fecham divergentes, com a bolsa de Tóquio caindo 1,02% e Hong Kong avançando 1,68%.

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Commodities: petróleo e minério em tendência de alta

As commodities sinalizam um dia positivo. O petróleo avança cerca de 2,8%, cotado em torno de US$ 106,60 o barril, aproximando-se do nível de resistência próximo dos US$ 109. O minério de ferro também registra alta de 0,6%, negociado um pouco acima de US$ 107. A expectativa é de que o minério possa iniciar um novo movimento de alta nos próximos pregões, em concordância com o viés de alta atual.

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Ibovespa: quinto pregão consecutivo de queda e pontos importantes de suporte e resistência

No cenário doméstico, o Ibovespa fechou o pregão anterior com queda de 0,51%, aos 188.618 pontos, marcando a quinta sessão seguida de baixa. Desde a máxima histórica registrada em 14 de abril, o índice acumula uma sequência de oito pregões de queda e apenas um de alta. O Ibovespa vem perdendo níveis importantes dentro de uma estrutura de alta de curto prazo, que será invalidada caso caia abaixo dos 185.213 pontos.

Para que o índice dê um sinal mais representativo de recuperação, é necessária a consolidação de um fechamento acima dos 192 mil pontos.

Dólar: tendência de baixa permanece, mas sinais apontam para possível correção

O dólar encerrou o último pregão com queda de 0,2%, cotado a R$ 4,976. A moeda ainda não apresenta sinais relevantes para uma reversão da tendência de baixa em todos os prazos operacionais, especialmente no curto prazo. A oscilação abaixo dos 4,968 reais, mínima do pregão retrasado, reforça a expectativa de continuidade na queda frente ao real.

Entretanto, há indícios que podem indicar uma correção maior no curto prazo, o que significa um movimento de alta ou lateralização próximo dos 5 mil pontos. Um fechamento acima de 5.019 pontos, máxima do último pregão, configuraria esse cenário de correção.

Ações

Petrobras

A Petrobras apresentou leve alta de 0,32%, fechando a R$ 47,52. O papel mantém um viés de alta, mas a tendência atual está indefinida, tornando-o pouco atrativo para operações de curto prazo. Para retomar a tendência de alta, é necessário o rompimento dos R$ 49,65. Já a confirmação de uma tendência de baixa ocorre com fechamento abaixo dos R$ 43,80.

Vale (VALE3)

A ação da Vale registrou queda de 1,3% no último pregão, fechando em R$ 84,39. O ativo completa seis pregões consecutivos em baixa, aproximando-se da faixa entre R$ 84,00 e R$ 83,70, que pode representar uma oportunidade para compra no curtíssimo prazo. No entanto, a tendência de alta perde força, indicando uma possível correção mais significativa dentro de uma tendência de prazo maior.

Para que a Vale retome um movimento de alta mais forte, visando níveis próximos dos R$ 90,00, é necessário que o ativo feche um pregão acima dos R$ 86,30.

Dalton Vieira

Dalton Vieira

Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.

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