Ibovespa oscila abaixo da mínima após seis dias de alta

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Ibovespa oscila abaixo da mínima após seis dias de alta

12 ago 2025

Dalton VieiraDalton Vieira

Mercado internacional

O cenário internacional apresentou um dia de pouca definição, refletindo uma estabilidade nos futuros dos Estados Unidos, que permaneceram em 0 a 0. As bolsas europeias registraram leves quedas entre 0,2% e 0,3%. Já na Ásia, os índices fecharam em alta, com destaque para o Japão, que obteve uma valorização expressiva de 2,15%, superando sua máxima histórica ao ultrapassar o recorde do ano passado. Hong Kong também registrou aumento moderado, de 0,25%.

Commodities

No mercado de commodities, o petróleo apresentou um movimento de recuperação tímida, subindo 0,26%. Este movimento representa o segundo pregão consecutivo de alta após sete sessões seguidas de queda. O barril do petróleo está cotado pouco acima dos US$ 66, demonstrando maior estabilidade em comparação à semana anterior. O minério de ferro também avançou, com alta de 1%, dando continuidade à tendência de valorização de curto prazo, após um ganho expressivo de 1,37% no pregão anterior.

Ibovespa

No mercado interno, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem com queda de 0,21%, fechando aos 135.623 pontos. O índice oscilou abaixo da mínima do pregão anterior, contrariando uma sequência de seis mínimas ascendentes. Apesar de apresentar uma leve sinalização de baixa, o índice permanece dentro da zona de suporte entre 135.360 e 135.700 pontos, mantendo o viés de alta no curto prazo. Um movimento negativo mais significativo ocorreria caso o Ibovespa rompa o nível de 134.533 pontos para baixo, enquanto uma alta consistente acima dos 137 mil pontos indicaria cenário mais positivo.

Dólar

O dólar comercial apresentou alta modesta de 0,1%, com fechamento em R$ 5,467. Após cinco pregões consecutivos de queda, o câmbio demonstrou uma recuperação fraca, similar ao movimento visto no petróleo. A moeda norte-americana testou o nível de resistência na faixa de R$ 5,479 a R$ 5,490, sem conseguir se firmar acima desse patamar. O cenário atual ainda revela maior probabilidade de continuidade da tendência de baixa, buscando níveis em torno de R$ 5,447, R$ 5,480 e, posteriormente, a faixa de R$ 5,320. Para reverter este quadro, o dólar precisaria superar a máxima de ontem, em R$ 5,487.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras registrou alta de 0,62%, fechando em R$ 30,72. A ação chegou a atingir a marca dos R$ 31,00 durante o pregão, mas não conseguiu sustentar o fechamento acima desse valor. Para que os compradores possam gerar um sinal mais positivo, será importante que o papel feche acima dos R$ 31,00 no pregão atual. A tendência de baixa permanece dominante, com expectativa de que os preços possam buscar níveis inferiores, inicialmente na região dos R$ 30,00 e, subsequentemente, próxima de R$ 29,20.

Vale (VALE3)

A ação da Vale apresentou leve queda de 0,11%, fechando em R$ 55,33. Apesar da variação negativa, o ativo permanece inserido em um viés de alta, embora a tendência ainda não esteja totalmente definida. Após a forte valorização de 2,37% na última sexta-feira, o movimento atual indica continuidade do cenário ascendente, sem sinais claros de reversão para baixa. O papel enfrenta resistência na faixa dos R$ 55,70 a R$ 56,00, com um patamar mais relevante de R$ 57,50. Para investidores que já estão posicionados, recomenda-se manter as posições enquanto o preço não recuar abaixo de R$ 54,19.

Dalton Vieira

Dalton Vieira

Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.

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