Nova proposta de tarifa dos EUA atinge 27% das exportações brasileiras
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Nova proposta de tarifa dos EUA atinge 27% das exportações brasileiras
2 jun 2026

A nova proposta de tarifas apresentada pelo governo dos Estados Unidos pode impactar cerca de 27% das exportações brasileiras, segundo análise do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.
A medida está alinhada à estratégia do presidente americano, Donald Trump, de reindustrializar o país, priorizando a produção doméstica e aplicando tarifas de até 25% sobre produtos importados.
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Impacto sobre as exportações brasileiras
De acordo com estimativas, as isenções da lista da investigação da seção 301 abrangem US$ 21,2 bilhões dos US$ 37,7 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2025.
Isso significa que cerca de US$ 10,1 bilhões, ou 27%, das exportações brasileiras estariam expostos à tarifa proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
A lista concentra produtos de manufatura, incluindo açúcar, móveis, madeira, equipamentos elétricos, borracha e pneus. A taxação desses bens repetiria a política americana focada na indústria nacional.
Setores em investigação e potenciais impactos
Além desses, há cerca de US$ 6 bilhões em produtos sob investigação na seção 232, que inclui principalmente aço, veículos, autopeças e alumínio.
Caso essa segunda lista também receba tarifas, a fatia de exportações brasileiras sujeitas a tarifação ultrapassaria 40%.
O prazo para definição e eventual aplicação das medidas terminou em 15 de julho, e especialistas da MB Associados consideram provável sua implementação.
Entre as justificativas apontadas pelos EUA estão questões subjetivas como desmatamento e propriedade intelectual, além de aspectos tecnológicos como o Pix, que, segundo o economista, não poderá ser revertido dado seu impacto positivo na economia brasileira.
Consequências para a indústria brasileira
O anúncio serve como um alerta para a indústria de transformação brasileira, tradicionalmente dependente do mercado americano.
Diante desse cenário, especialistas indicam a necessidade de buscar novos mercados para as exportações brasileiras, já que a política americana dificulta as operações comerciais atuais.
Apesar da decisão da Suprema Corte dos EUA no ano anterior, que revogou tarifas de até 50%, a intenção do governo americano de proteger e desenvolver sua indústria permanece vigente.
Essas informações são baseadas em análise e dados apresentados pela MB Associados e o Escritório do Representante de Comércio dos EUA.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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