IGP-DI recua 0,50% em março; índice acumula alta de 0,60% no ano

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IGP-DI recua 0,50% em março; índice acumula alta de 0,60% no ano

4 abr 2025

Agência BrasilAgência Brasil
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O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,50% em março, após avançar 1,00% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Com o resultado, o índice acumula alta de 0,60% no ano e de 8,57% nos últimos 12 meses. Em março de 2024, o IGP-DI havia caído 0,30%, com recuo acumulado de 4,00% em 12 meses.

De acordo com André Braz, economista do FGV IBRE, os três componentes do índice contribuíram para a desaceleração. “No Índice ao Produtor (IPA), houve queda nos preços do minério de ferro, bovinos e arroz. Já no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), destacam-se as retrações em passagens aéreas, arroz e energia elétrica. E no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), influenciaram negativamente os preços dos vergalhões de aço e tubos de PVC”, explicou.

Desaceleração no atacado

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da composição do IGP-DI, recuou 0,88% em março, após alta de 1,03% em fevereiro. A retração foi puxada, principalmente, pelas Matérias-Primas Brutas, que caíram 2,10% no mês, revertendo o avanço de 1,53% no mês anterior.

Apesar disso, o grupo Bens Finais ainda registrou alta de 0,47%, embora menor que a de 0,79% de fevereiro. Já os Bens Finais (ex), que excluem alimentos in natura e combustíveis para consumo, subiram de 0,08% para 0,10%. Bens Intermediários caíram 0,29%, e os Bens Intermediários (ex), que desconsideram combustíveis e lubrificantes para a produção, variaram apenas 0,01%.

Inflação ao consumidor desacelera

O IPC subiu 0,44% em março, bem abaixo da alta de 1,18% registrada em fevereiro. Quatro das oito classes de despesa desaceleraram: Habitação (de 3,80% para 0,52%), Transportes (de 1,41% para 0,41%), Despesas Diversas (de 1,07% para 0,32%) e Vestuário (de 0,14% para -0,01%).

Por outro lado, houve avanço em Alimentação (de 1,02% para 1,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,38% para 0,56%), Comunicação (de 0,28% para 0,32%) e Educação, Leitura e Recreação (de -2,54% para -1,21%).

Custo da construção praticamente estável

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,39% em março, levemente abaixo dos 0,40% de fevereiro. Materiais e Equipamentos recuaram de 0,42% para 0,24%, Serviços de 0,42% para 0,23%, enquanto a Mão de Obra acelerou de 0,37% para 0,61%.

Núcleo do IPC e índice de difusão também caem

O núcleo do IPC — que exclui itens com variações extremas — registrou variação de 0,46%, ligeiramente abaixo dos 0,48% do mês anterior. Dos 85 itens analisados, 40 foram retirados do cálculo por ultrapassarem os limites de oscilação.

Já o índice de difusão, que mede a proporção de itens com variação positiva, caiu para 62,58%, recuando 1,94 ponto percentual frente aos 64,52% registrados em fevereiro.

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