Inflação mais baixa nos EUA em junho não garante corte imediato dos juros

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Inflação mais baixa nos EUA em junho não garante corte imediato dos juros

15 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) recuou 0,3% em junho nos Estados Unidos, peso abaixo da expectativa de estabilidade, e o índice de preços ao consumidor (CPI) registrou deflação de 0,4%, a maior queda mensal desde abril de 2020.

Esses dados consolidam uma trégua na inflação americana, com a taxa anual do CPI desacelerando de 4,2% para 3,5% e o núcleo do índice caindo de 2,9% para 2,6%. No entanto, a inflação ao produtor manteve avanço de 5,5% em 12 meses, e seu núcleo subiu 0,1% no mês, abaixo do consenso.

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Desafios para corte dos juros nos EUA

Apesar da desaceleração, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, apontou que não há motivo para euforia. Em depoimento ao Congresso, ele reprimiu expectativas de cortes iminentes, criticando a estratégia flexível adotada em 2020, que permitia inflação acima de 2%, e prometeu mudança na política monetária.

Além disso, a ata da última reunião do Fed mostrou divisão entre os membros do Comitê de Política Monetária, com metade deles vendo espaço para alta residual dos juros ainda em 2023.

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Impacto da economia forte e volatilidade geopolítica

O mercado reduziu as apostas para alta de juros em julho, mas projeta 63% de chance de aumento em setembro. Economistas destacam a solidez da economia real e o baixo desemprego como fatores que sustentam a manutenção da taxa elevada no curto prazo.

Outro fator que pode limitar cortes é a volatilidade do mercado de energia. A deflação de junho foi puxada pelo recuo de 5,7% nos preços do setor energético, especialmente pela queda de 9,7% no preço da gasolina, resultado de um acordo temporário entre EUA e Irã. Contudo, a retomada das tensões geopolíticas elevou novamente o preço do petróleo, ameaçando reverter essa queda e pressionar a inflação.

Portanto, o alívio inflacionário recente atua como um escudo contra novas altas dos juros, mas não garante cortes no curto prazo. Investidores devem acompanhar com atenção as decisões do Fed e os desdobramentos globais para entender o rumo da política monetária americana.

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Fonte:

  • Valor Invest
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