Investir só no Brasil pode custar caro no longo prazo, dizem especialistas
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Investir só no Brasil pode custar caro no longo prazo, dizem especialistas
29 mai 2026

O Brasil representa menos de 1% do mercado global, enquanto 97% do patrimônio dos brasileiros está concentrado em ativos nacionais. Essa concentração pode aumentar riscos desnecessários, alertam especialistas durante evento do Inter para investidores em São Paulo.
Fábio Fares, sócio da consultoria Sympathya Advisory, destaca que a renda e os bens tangíveis dos investidores já estão expostos ao real. Assim, manter o portfólio também concentrado no Brasil aumenta a vulnerabilidade frente a oscilações cambiais e econômicas.
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Importância da diversificação geográfica
Segundo Fares, investir em empresas estrangeiras é uma forma de se tornar sócio das maiores corporações globais que acompanham o dia a dia dos brasileiros como consumidores. A diversificação internacional deixou de ser um luxo, podendo ser feita facilmente via aplicativos financeiros.
Ele recomenda alocar no mínimo 20% do patrimônio fora do país, conforme o perfil do investidor. Implementar essa estratégia regularmente é mais eficaz do que tentar acertar o melhor momento cambial.
Proteção e retorno em dólares
A cesta de consumo do brasileiro, em parte, é dolarizada devido a importações. Investimentos em moeda forte, como o dólar, oferecem uma proteção dupla: preservam ganhos em cenários de inflação e valorizam-se em variações cambiais favoráveis.
Andrey Nousi, fundador da Nousi Wealth e ex-vice-presidente do JPMorgan, ressalta a importância de estruturar esses investimentos com planejamento sucessório e tributário para evitar perdas futuras, recomendando suporte especializado em jurisdições múltiplas.
Retornos históricos e mudança de comportamento
Dados analisados mostram que os investimentos nos EUA renderam em média 14% ao ano nos últimos 30 anos, contra 5% dolarizado no Brasil e 4,5% na China. O consultor enfatiza que diversificar em dólar não equivale a apostar contra o país, mas reconhecer riscos já assumidos em patrimônio exposto ao real.
Felipe Marcilio, responsável por investimentos globais do Inter, observa uma evolução na postura do investidor brasileiro, que já questiona qual a proporção adequada do patrimônio a ser alocada no exterior, apoiado pela plataforma do Inter com mais de 1 milhão de contas internacionais.
Preferências e estratégias atuais
ETFs dominam as preferências dos investidores, compondo metade dos ativos mais investidos nos EUA via o aplicativo do Inter. Essa estratégia simples e diversificada atrai tanto iniciantes quanto investidores avançados que incluem ações, renda fixa internacional e fundos globais em suas carteiras.
Marcilio destaca que a disciplina e a regularidade nos aportes são mais importantes do que o timing do investimento. A globalização facilitou o entendimento de empresas estrangeiras, como Apple, tornando o investimento internacional uma decisão racional de gestão de risco.
Para acessar uma seleção diversificada de fundos globais, o Inter também firmou parceria com a distribuidora Allfunds, ampliando as opções para os clientes diretamente pelo aplicativo.
Investir só no Brasil pode representar riscos significativos a longo prazo para o seu patrimônio. A diversificação internacional, com foco em ativos dolarizados, oferece proteção e potencial de ganhos superiores, alinhados à realidade econômica global.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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