IPCA desacelera a 0,58% em maio e mantém atenção na Selic
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IPCA desacelera a 0,58% em maio e mantém atenção na Selic
12 jun 2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,58% em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da mediana prevista pelo mercado, que era de 0,54%, e indica desaceleração frente aos 0,67% registrados em abril.
Com destaque para o grupo alimentos e bebidas, que subiu 1,33%, o aumento contribuiu com metade do impacto total da inflação no mês. Outros grupos que pressionaram o índice foram habitação, com alta de 1,22%, e saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,90% em maio.
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Composição do IPCA e impacto nos preços
Entre os alimentos consumidos em casa, a batata-inglesa apresentou o maior aumento, de 44,69%. Outros integrantes da cesta básica, como tomate (20,62%), cebola (16,80%) e carnes (1,39%), também ficaram mais caros. Em compensação, café moído e frutas registraram queda nos preços, de -2,38% e -0,70%, respectivamente.
O setor de habitação registrou alta expressiva principalmente em energia elétrica residencial, que subiu 3,67%, sendo o item com maior impacto individual na inflação do mês.
Selic sob questionamento diante do cenário inflacionário
A taxa básica de juros (Selic) está em 14,5% ao ano após corte recente de 0,25 ponto percentual pelo Banco Central. O movimento visa estimular a economia, mas a inflação persistente aliada a pressões de uma crise internacional, especialmente no mercado de petróleo, levanta dúvidas sobre a continuidade dos cortes.
O mercado financeiro e o Boletim Focus indicam revisão nas expectativas para a Selic, apontando para taxas possivelmente mais elevadas até o fim do ano. Investidores acompanham os dados do IPCA para calibrar projeções de política monetária de forma mais precisa.
Em maio, o índice de transportes foi o único a apresentar queda (-0,46%), puxado pela redução dos combustíveis, especialmente etanol (-6,20%), óleo diesel (-2,34%) e gasolina (-1,46%). Contudo, o gás veicular teve alta de 5,81%, impactando o grupo.
O IBGE e o Banco Central são as fontes principais desses dados, que refletem a complexidade do cenário econômico atual e reforçam a importância dos indicadores para decisão de política monetária no Brasil.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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