J.P. Morgan rebaixa recomendação para Braskem (BRKM5) e ações caem mais de 5%
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J.P. Morgan rebaixa recomendação para Braskem (BRKM5) e ações caem mais de 5%
30 jun 2026

As ações da Braskem (BRKM5) operam em queda expressiva nesta terça-feira (30) após rebaixamento da recomendação pelo J.P. Morgan. Próximo das 15h, o papel recuava mais de 5%, após chegar a cair quase 10% no início do pregão.
A equipe de análise do banco dos Estados Unidos reduziu a recomendação de compra para neutra. No relatório divulgado, os analistas indicam que o processo de reestruturação da petroquímica tem ofuscado os fundamentos da empresa. Além disso, o preço-alvo foi cortado pela metade, caindo de R$ 15 para R$ 7,50.
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Impacto da reestruturação e cenário internacional
O J.P. Morgan havia promovido uma alta na avaliação da Braskem há pouco mais de um mês. Naquela ocasião, destacou a nova governança liderada pela IG4 e pela Petrobras, e um cenário favorável ao setor, impulsionado pela guerra no Oriente Médio.
Entretanto, mesmo com spreads de resinas e químicos mantendo-se acima dos níveis pré-conflito, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã enfraqueceu a perspectiva construtiva. Com isso, o banco revisou para baixo o Ebitda estimado para o ano, que passou de US$ 2,75 bilhões para US$ 2,2 bilhões, uma redução de 20,1%. Ebitda significa lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, indicador importante da saúde financeira da empresa.
Consequências da reestruturação e riscos para investidores
Segundo os analistas, a divulgação da proposta de reestruturação apresentada aos credores trouxe maior visibilidade às negociações. O J.P. Morgan aponta que os credores provavelmente esperam que os acionistas assumam maior participação no ônus do processo, embora ainda não esteja claro como isso ocorrerá.
As formas possíveis de participação variam desde medidas operacionais e de capital de giro até aportes diretos ou emissão de ações, o que pode gerar diluição aos atuais investidores.
Para o J.P. Morgan, a alternativa mais provável continua sendo a recuperação extrajudicial. Por outro lado, a recuperação judicial representa um risco relevante caso as negociações não avancem.
As informações foram originalmente divulgadas pelo Valor Econômico e trazidas pelo serviço em tempo real Valor PRO.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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