Juros do empréstimo pessoal sobem e alcançam maior patamar desde 1997

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Juros do empréstimo pessoal sobem e alcançam maior patamar desde 1997

17 dez 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money

Juros do empréstimo pessoal chegaram a 8,13% ao ano em 2025, conforme levantamento do Procon-SP. A taxa é a mais alta desde o início da série histórica, em 1997, influenciada pela elevação da Selic e pela variação expressiva entre instituições financeiras.

Em dezembro, a taxa média mensal para contratos de 12 parcelas foi de 8,35%, superior aos 7,91% observados em 2024. Essas altas refletem tanto o ciclo do aperto monetário quanto mudanças estruturais no mercado de crédito.

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Disparidade entre instituições financeiras

O estudo do Procon-SP destaca que as taxas de juros variaram consideravelmente entre os bancos. Por exemplo, a média mensal do Banco do Brasil ficou em 6,58%, enquanto no Santander alcançou 9,99%, o que representa uma diferença superior a 51%.

Essa variação amplia a importância de comparar condições antes de contratar um empréstimo, uma vez que custos podem diferir significativamente conforme a instituição.

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Impacto das medidas do Banco Central

A limitação dos juros do cheque especial, determinada pelo Banco Central em 2019, contribuiu para o redirecionamento do crédito ao consumidor para o empréstimo pessoal. Isso pressionou os custos dessa modalidade.

Em 2025, a taxa do cheque especial permaneceu estável, com média mensal de 7,97%, próxima ao teto definido pelo Banco Central de 8% ao mês para pessoas físicas.

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Influência da política monetária

O comportamento dos juros está diretamente associado à política monetária adotada. Em 2025, o Copom aumentou a Selic de 12,25% para 15% para conter pressões inflacionárias, câmbio desvalorizado, mercado de trabalho aquecido e riscos fiscais.

Além da taxa básica, o spread bancário, que inclui custos operacionais, carga tributária, inadimplência e margem de lucro, também pesa sobre o custo do crédito.

Orientação para consumidores

Diante desse cenário, o Procon-SP orienta cautela na contratação de empréstimos. Recomenda comparar ofertas entre diferentes instituições e utilizar crédito somente em casos de necessidade real para evitar o endividamento excessivo.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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