Juros e inflação na zona do euro marcam estabilidade em 2026
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Juros e inflação na zona do euro marcam estabilidade em 2026
20 mar 2026

O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa básica de juros em 2,00% em março de 2026, marcando a sexta manutenção consecutiva, com as taxas de refinanciamento e empréstimo em 2,15% e 2,40%, respectivamente. Essa decisão reflete um cenário econômico com incertezas crescentes, especialmente por conta da guerra no Médio Oriente, que eleva o risco de alta inflacionária e desaceleração do crescimento na região.
A inflação anual na zona do euro acelerou para 1,9% em fevereiro, conforme dados do Eurostat. Esse índice representa uma elevação ante os 1,7% de janeiro, mas permanece abaixo da meta de 2% estabelecida pelo BCE. O índice de preços ao consumidor (CPI) mensal subiu 0,6% no mesmo período, enquanto o núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, teve alta anual de 2,4%, sugerindo pressões inflacionárias persistentes em setores mais estruturais.
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Perspectivas para a economia e inflação na zona do euro
O BCE revisou para cima a projeção inflacionária para 2026, estimando uma média de 2,6%, impactada principalmente pelo aumento dos preços da energia no curto prazo. A inflação apresenta variação significativa entre os países membros, com a Romênia registrando 8,3%, enquanto Dinamarca apresenta índice de apenas 0,5%.
Os principais componentes que influenciaram a inflação anual foram os serviços, contribuindo com 1,54 pontos percentuais, seguidos por alimentos, álcool e tabaco, com 0,48 pontos percentuais. Bens industriais não energéticos agregaram 0,17 pontos percentuais, enquanto o setor de energia exerceu contribuição negativa de 0,30 pontos percentuais.
Comércio exterior da zona do euro
A zona do euro registrou superávit comercial ajustado de 12,1 bilhões de euros em janeiro de 2026, aumentando em relação aos 10,3 bilhões observados em dezembro de 2025, conforme relatório da Eurostat. A elevação do saldo positivo ocorre apesar da queda mensal de 1,9% nas exportações e de 2,8% nas importações, ambos ajustados sazonalmente.
No saldo sem ajuste, o bloco apresentou déficit comercial de 1,9 bilhão de euros no mesmo mês, maior que o déficit de 1,4 bilhão em janeiro de 2025. Esses dados indicam desafios na balança comercial que podem impactar o desempenho econômico regional nos próximos meses.
Fontes
- Poder360
- Folha De Pernambuco
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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