Lavagem de dinheiro do tráfico lidera crimes com criptomoedas no Brasil
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Lavagem de dinheiro do tráfico lidera crimes com criptomoedas no Brasil
18 jun 2026

A lavagem de dinheiro relacionada ao narcotráfico se consolidou como o principal crime envolvendo criptomoedas no Brasil em 2025, conforme relatório da Chainalysis divulgado em 18 de abril de 2024.
A empresa especializada em análise de dados em blockchain identificou que as movimentações ilícitas relacionadas a cartéis de drogas dominam as operações em exchanges brasileiras. Esse cenário é explicado pela posição estratégica do Brasil nas rotas sul-americanas do tráfico de cocaína, segundo o estudo.
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Principais atores e categorias criminosas no Brasil
Além das organizações vinculadas ao narcotráfico, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), o relatório destaca que redes chinesas de lavagem de dinheiro e entidades russas sancionadas internacionalmente compõem mais da metade das atividades ilícitas identificadas nas plataformas brasileiras.
Destacam-se as redes de lavagem de dinheiro operadas em língua chinesa, conhecidas como CMLN, responsáveis por cerca de 20% da lavagem ilícita global em blockchain. Essas organizações prestam serviços para diversos grupos criminosos.
Movimentações e volumes no mercado brasileiro
O Brasil figura como um dos maiores mercados de criptomoedas mundialmente. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o país registrou cerca de US$ 318 bilhões em movimentações via blockchain, o que representa aproximadamente um terço do volume total na América Latina.
O relatório evidencia que stablecoins, ou criptomoedas lastreadas em moedas fiduciárias, assumiram a maior participação nas operações criminosas com ativos digitais. Essas criptomoedas substituíram modalidades tradicionais de lavagem, como operações de "doleiros", liderando o volume ilícito global nesse segmento.
Profissionalização e concentração das atividades ilícitas
O valor recebido por contas suspeitas aumentou de US$ 11 bilhões em 2020 para US$ 154 bilhões em 2025, demonstrando a profissionalização das organizações criminosas que utilizam criptomoedas.
Apesar do crescimento, a Chainalysis informa que o fluxo ilegal está concentrado. Entre 550 e 950 endereços em exchanges brasileiras foram expostos a recursos suspeitos entre 2023 e o início de 2026, porém apenas cinco deles concentraram entre 75% e 90% do volume movimentado.
Regulação e desafios no Brasil
Esses dados ressaltam o desafio para a implementação do novo marco regulatório das criptomoedas no Brasil. O prazo para as empresas do setor obterem autorização definitiva junto ao Banco Central encerra em 29 de outubro de 2024.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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