O mercado cripto amadureceu, e os números provam

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O mercado cripto amadureceu, e os números provam

12 mar 2026Última atualização: 13 março 2026

Lucas VeronezziLucas Veronezzi

Na semana do dia 2 de março, tive a oportunidade de participar, em Mendoza, na Argentina, do LatAm Binance VIP, um encontro fechado que reuniu mais de 70 profissionais do mercado de criptoativos de diversos países da América Latina.

Foram alguns dias de imersão intensa, conversando com gestores, traders, exchanges, especialistas em infraestrutura de mercado e executivos da Binance que estão diretamente envolvidos na construção do ecossistema cripto na região.

Mais do que um evento, foi um ambiente de troca extremamente rico, onde circulavam dados, percepções e tendências que ajudam a entender para onde esse mercado está caminhando.

Uma coisa ficou muito clara ao longo das discussões: a América Latina está deixando de ser apenas um mercado emergente para se tornar um dos principais polos de crescimento global em criptoativos. E, dentro desse movimento, o Brasil ocupa hoje uma posição central.

Em 2025, o Brasil se consolidou como a quinta maior economia no setor de criptomedas do planeta. O país triplicou o volume de transações com criptomoedas, ultrapassando USD 318,8 bilhões, um crescimento anual de aproximadamente 250% em comparação com 2024.

Não estamos falando de especulação. Estamos falando de adoção institucional, regulamentação efetiva e profissionalização do mercado.

A América Latina como um todo registrou mais de USD 730 bilhões em volume de criptomoedas recebido em 2025, um aumento de 60% em relação ao ano anterior. O número de usuários ativos mensais na região cresceu 3 vezes mais rápido que nos Estados Unidos.

A mensagem é clara: enquanto o mercado americano amadurece e desacelera, a América Latina é o novo front de expansão.

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Dados do relatório anual ANCORD 2025: Avanços, transparência, relevância e visibilidade.

O Relatório Anual 2025 da ANCORD não é apenas um balanço de atividades. É o registro de um marco histórico. A entidade, que desde 1972 representa a indústria de intermediação brasileira, deu passos que redefinem sua posição no ecossistema financeiro nacional.

Em novembro de 2025, as associadas aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária um novo estatuto social que confere à ANCORD a função de autorregulação e permite o ingresso de novas estruturas de mercado, incluindo Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) e potenciais bolsas de valores, commodities e ativos digitais.

Isso posiciona a ANCORD em sintonia com modelos de centros financeiros internacionais, onde entidades autorreguladoras exercem papel estratégico no fortalecimento dos mercados.

Na prática, isso significa que a ANCORD poderá definir e supervisionar padrões próprios de conduta para o mercado cripto brasileiro, complementando a regulação estatal e contribuindo para um ambiente mais sólido e confiável.

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Protagonismo no Marco Regulatório dos Ativos Virtuais

A ANCORD atuou de forma decisiva nas Consultas Públicas 109, 110 e 111 do Banco Central, que resultaram na edição das Resoluções BCB 519, 520 e 520, o marco regulatório dos ativos virtuais no Brasil.

A Resolução 519 estabelece regras de autorização para as SPSAVs (Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais), enquanto a 520 disciplina a prestação desses serviços. Ambas entraram em vigor em fevereiro de 2026.

A entidade também participou ativamente de discussões sobre tokenização de ativos financeiros, Banking as a Service (BaaS), portabilidade de investimentos e alterações no SISBAJUD, temas que impactam diretamente o funcionamento do mercado de ativos digitais.

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América Latina: O Novo Epicentro Cripto Global

Os dados do relatório “State of the Crypto Industry 2025”, publicado pela Lemon e corroborado pela Chainalysis, pintam um quadro inequívoco:

IndicadorDado
Volume cripto recebido na América Latina (2025)USD 730 bilhões (+60% YoY)
Participação global da região10% da atividade cripto mundial
Crescimento de usuários ativos mensais (LatAm)18% YoY (3x mais rápido que EUA)
Volume cripto recebido pelo Brasil (2025)USD 318,8 bilhões (+250% YoY)
Participação de stablecoins nos fluxos brasileirosMais de 90%
Ranking global do Brasil em cripto5º lugar

O Brasil domina a região respondendo por quase um terço de todo o volume latino-americano.

O crescimento de 250% não foi impulsionado por especulação, mas por três fatores estruturais: adoção institucional acelerada, clareza regulatória crescente e integração de stablecoins no sistema financeiro tradicional. Mais de 90% dos fluxos cripto no país já são relacionados a stablecoins, utilizadas em pagamentos, remessas internacionais e operações corporativas.

Bancos tradicionais como Itaú, Safra, BTG e fintechs como Nubank e Mercado Pago já entraram no mercado. A B3 aprovou os primeiros ETFs spot de XRP e SOL do mundo, antes mesmo dos EUA. E a Méliuz se tornou a primeira empresa listada em bolsa no Brasil a adotar uma estratégia de acumulação de Bitcoin.

CCA: A Certificação que está profissionalizando o mercado cripto

Se o mercado cresce, os profissionais precisam acompanhar. E é exatamente aí que entra a CCA — Certificação Criptoativos ANCORD, desenvolvida em parceria com a BlockTrends e lançada em julho de 2024. A 1ª certificação em cripto do mercado financeiro brasileiro.

Evolução da certificação de criptoativos em números

Os dados do Relatório Anual 2025 mostram que, em apenas 18 meses de existência, o programa já certificou 618 profissionais até o final de 2024. Ao longo de 2025, foram 573 novos certificados, elevando o total acumulado para mais de 1.190 profissionais com a credencial CCA. Esse número representa um crescimento de quase 93% em relação ao primeiro ano.

Para dimensionar o engajamento do CCA, vale comparar com a trajetória da certificação de Assessor de Investimento (AAI), que é a principal certificação da ANCORD.

A certificação AAI existe desde 2002, quando a CVM autorizou a ANCORD a realizar os exames, ou seja, tem mais de 23 anos de história. Ao longo dessas mais de duas décadas, a entidade credenciou 27.515 Assessores de Investimento.

IndicadorCertificação AAI (Agente autônimo de Investimentos)Certificação de criptoativos Ancord (CCA)
Ano de lançamento20022024
Tempo de existência23 anos1,5 anos
Total acumulado (dez/2025)27.515 profissionais credenciados1.190 profissionais credenciados
Novos certificados em 20253.826 aprovados573 aprovados
Primeiros 18 meses~500-800 (estimativa)618 certificados

Entre 2002 e os primeiros anos da certificação AAI, o ritmo de adesão era significativamente mais lento. O boom de credenciamento só aconteceu a partir de 2016-2019, quando o mercado de assessoria ganhou força com a expansão das plataformas digitais de investimento. Foram mais de 15 anos para que a certificação AAI atingisse o primeiro milhar de profissionais de forma consistente.

O CCA, por sua vez, já ultrapassou 1.190 profissionais em menos de dois anos. Isso sugere que a certificação cripto está seguindo uma curva de adoção acelerada, impulsionada por um contexto de mercado radicalmente diferente: regulamentação em velocidade, demanda institucional explícita e um universo de ativos digitais que já movimenta centenas de bilhões no Brasil e no mundo.

As Resoluções BCB 519 e 520 entraram em vigor em fevereiro de 2026. Isso significa que, a partir de agora, apenas empresas autorizadas podem prestar serviços de ativos virtuais no Brasil. O mercado está se formalizando em velocidade recorde.

2026: o ano que vai separar preparados de atrasados

Para os profissionais do mercado financeiro ou que desejam ingressar, a pergunta já não é mais se os criptoativos terão relevância estrutural no sistema financeiro. A pergunta real é quanto tempo ainda existe para se preparar antes que o mercado passe a exigir esse conhecimento como padrão mínimo.

A ANCORD, por meio do Programa CCA, deu um passo importante nesse processo ao estabelecer uma certificação específica para criptoativos, reconhecida institucionalmente e aplicada pela FGV, com programa próprio de educação continuada. Na prática, trata-se da criação de um novo padrão profissional para quem pretende atuar nesse mercado.

O movimento institucional ao redor desse tema já começou. O Relatório 2025 da ANCORD mostra que a entidade ampliou significativamente sua atuação em educação e formação profissional. O lançamento do PEAB — Portal Educacional ANCORD e BlackRock, já capacitou mais de três mil profissionais, enquanto a presença em eventos como Expert XP, Febraban Tech, Global Agribusiness Festival e Semana Mundial do Investidor reforçou o debate sobre ativos digitais dentro do mercado financeiro tradicional.

Os próximos 12 meses tendem a ser um período de transformação acelerada. A regulamentação brasileira de criptoativos começa a ganhar forma prática, novas infraestruturas de mercado surgem, incluindo bolsas de ativos digitais, depositárias e prestadores de serviços de ativos virtuais (PSAVs), e a própria ANCORD passa a ter prerrogativas de autorregulação dentro desse ecossistema.

Estamos falando de um setor que já movimenta cerca de USD 318,8 bilhões no Brasil e o número de usuários ativos mensais na região cresceu 3 vezes mais rápido que nos Estados Unidos, mas que ainda possui um déficit evidente de profissionais qualificados. E, como em todo ciclo de inovação no mercado

financeiro, as maiores oportunidades costumam aparecer exatamente para quem chega preparado antes da maioria. Se você quer se posicionar no mercado de criptoativos com uma certificação reconhecida pela ANCORD, aplicada pela FGV e respaldada pelo mercado financeiro brasileiro, acesse o link abaixo e garanta sua inscrição:

Se você entendeu o tamanho da oportunidade e quer se tornar um especialista em criptoativos, vou deixar um link parametrizado com desconto de 45%, que consegui negociar com a Block Trends: https://cca.blocktrends.com.br/?src=9f393ff94b524f5e81b0ed8d027f4965#matricule2

Fontes: Evento Mendoza 2026 – Latam Binance Vip, Relatório Anual ANCORD 2025; Chainalysis – 2025 LATAM Crypto Adoption; Lemon – State of the Crypto Industry 2025; CoinDesk; CoinMarketCap.

Lucas Veronezzi

Lucas Veronezzi

Economista, sócio na Blue3 Investimentos e especialista em investimentos tradicionais e alternativos, com foco em criptoativos. Possui mais de uma década de experiência no mercado financeiro, tendo atuado em grandes instituições como Santander, Citibank e Itaú Personnalité. Certificações CEA-Anbima (Especialista em Investimentos), AAI-Ancord (Assessor de Investimentos) e CCA-Ancord (Especialista em Criptoativos).

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