Petróleo Brent Sobe 15% em Setembro e Impacta Mercados Financeiros
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Petróleo Brent Sobe 15% em Setembro e Impacta Mercados Financeiros
30 set 2026

Petróleo Brent Sobe 15% em Setembro
O petróleo tipo Brent, que serve como referência global e brasileira de preços, terminou o mês de setembro com uma alta acumulada de 15%. Este aumento ocorre em um contexto marcado pela intensa guerra entre Estados Unidos e Irã, restrições ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e temores sobre possíveis novos choques na oferta global da commodity.
Impactos nos Mercados Financeiros
A alta do petróleo se tornou um dos principais motores para os mercados financeiros durante o mês. Considerando que a commodity impacta diretamente os custos de combustíveis, transportes e produção, o aumento suscitou preocupações em relação à inflação e, por consequência, à trajetória de juros. Esse fenômeno gerou repercussões no valor do dólar, nas bolsas de valores e em títulos públicos em todo o mundo.
Desempenho dos Preços
No último pregão de setembro, realizado na quarta-feira (30), o Brent teve uma alta de 0,92%, alcançando US$ 103,53 por barril na ICE. Por outro lado, o WTI, referência americana, subiu 1,16%, chegando a US$ 90,42 na Nymex.
Recuperação da Oferta do Oriente Médio
- A oferta de petróleo do Oriente Médio apresentou sinais de recuperação, com exportações chegando a 16,328 milhões de barris por dia em setembro, o que representa o maior nível desde o início da guerra em fevereiro.
- A Arábia Saudita retomou os carregamentos pelo porto de Yanbu, após reestabelecer as operações no oleoduto leste-oeste do país.
- Segundo o Goldman Sachs, as exportações de petróleo do Golfo Pérsico, incluindo embarques não registrados, retornaram à média de 2025 após dobrarem em setembro.
- O Irã, entretanto, não realizou embarques marítimos de petróleo bruto no mês.
Prêmio de Risco e Futuras Projeções
Apesar da recuperação da oferta, o prêmio de risco gerado pelo conflito continua presente. As negociações para um cessar-fogo avançam lentamente, com o Catar atuando como intermediário entre Washington e Teerã. Contudo, o presidente americano, Donald Trump, negou nesta quarta-feira que tenha oferecido alívio nas sanções ou a liberação de recursos iranianos congelados em troca de concessões no programa nuclear.
O Goldman Sachs projeta que a capacidade de adaptação da oferta no Oriente Médio apoiará uma previsão de queda do Brent para US$ 85 por barril até o final do ano, embora alerte que uma nova escalada militar que afete a infraestrutura de energia da região poderia desencadear um aumento significativo nos preços.
Conteúdo com informações do Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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