Tesouro Direto: juros recuam após fim da guerra, mas inflação mantém incertezas
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Tesouro Direto: juros recuam após fim da guerra, mas inflação mantém incertezas
15 jun 2026

Os juros dos títulos do Tesouro Direto apresentaram queda com a proximidade do fim da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel após três meses e meio de conflito. Esta redução acompanha a trajetória global da queda nas taxas de juros. Contudo, a inflação local e a revisão das expectativas para os juros de longo prazo ainda seguem como importantes fatores de risco para o mercado.
O maior impacto da guerra foi o aumento expressivo no preço do petróleo, que pressionou diversos setores da economia devido ao aumento dos custos de energia e logística. Isso forçou bancos centrais ao redor do mundo a revisarem suas perspectivas para a taxa básica de juros.
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Inflação e cenário interno
Além dos efeitos externos, o cenário doméstico brasileiro adiciona desafios para a perspectiva das taxas. Eventos climáticos extremos relacionados ao fenômeno El Niño, segundo o Banco Central, assim como o aumento do gasto público e a expansão do crédito, são elementos que reforçam a necessidade de juros mais altos.
No mercado, os títulos prefixados e os atrelados à inflação, que são considerados de risco maior, têm exigido prêmios elevados para atrair os investidores. Por outro lado, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2032, o mais curto entre os títulos atrelados à inflação, praticamente não se alterou, sinalizando retenção da pressão inflacionária e maiores expectativas de juros.
Acordo e expectativas
Um acordo preliminar liberou recentemente o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, e a movimentação de tropas foi reduzida. Apesar desse avanço, negociações sobre o programa nuclear iraniano continuam entre EUA e Irã.
O Boletim Focus, com dados enviados nos últimos dias, mostra que a expectativa do mercado para a taxa Selic permanece elevada, com projeção de 14% para 2026. No início de junho, os juros dos títulos públicos chegaram a subir um ponto percentual, refletindo as incertezas internas e externas, mesmo depois da queda recente.
Essa dinâmica mantém o mercado atento às decisões do Banco Central e à evolução da inflação, fatores decisivos para definir a trajetória dos juros e o comportamento dos investimentos em renda fixa no Brasil.
Fonte: Valor Econômico.
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- Valor Invest

Redação It's Money
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