Trump confirma assinatura de acordo preliminar com o Irã para reabrir Estreito de Ormuz
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Trump confirma assinatura de acordo preliminar com o Irã para reabrir Estreito de Ormuz
15 jun 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira, 15 de abril, ter assinado um acordo preliminar com o Irã visando o encerramento do conflito no Oriente Médio. Trump destacou que o Estreito de Ormuz será reaberto totalmente até sexta-feira, em um movimento que pode influenciar diretamente o mercado global de energia.
Além de Trump, o documento também foi assinado pelo vice-presidente americano, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, de acordo com fontes oficiais citadas pela Reuters.
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Detalhes do acordo e negociações futuras
O pacto estabelece um cessar-fogo inicial por 60 dias para negociações detalhadas, que incluirão temas como o programa nuclear iraniano. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, indicou que o processo será conduzido com base em desconfiança mútua e experiência prévia, com foco na implementação cuidadosa dos termos assinados.
Trump ressaltou que as sanções dos EUA contra o Irã permanecerão vigentes até que o país cumpra suas obrigações. O texto completo do acordo será divulgado após sexta-feira, data prevista para cerimônia em Genebra, onde Vance representará os EUA.
Impacto econômico e político regional
O acordo preliminar provocou queda nos preços do petróleo, uma vez que a reabertura do Estreito de Ormuz tende a garantir maior fluxo no comércio de energia. As bolsas de valores também reagiram positivamente, com índices atingindo novos recordes.
O presidente francês Emmanuel Macron qualificou o acordo como "um passo muito importante para a paz" e destacou a relevância da reabertura do estreito. Por outro lado, o desfecho do pacto depende ainda da situação no Líbano, onde há confrontos entre Israel e o Hezbollah, aliado do Irã, em uma série de conflitos paralelos.
Apesar do avanço entre EUA e Irã, os combates no sul do Líbano continuam em níveis reduzidos, incluindo ataques de drones israelenses, o que demonstra que desafios permanecem na estabilização completa da região.
Repercussões e posições dos atores envolvidos
O Irã condicionou o acordo à interrupção das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano. Israel, embora não participante das negociações, mantém a justificativa para ações contra ameaças do Hezbollah no território vizinho e prometeu continuar suas operações na região.
Autoridades israelenses avaliaram o acordo negativamente, classificando o pacto como prejudicial para seus interesses estratégicos. O ministro da Defesa israelense afirmou que as forças permanecerão nas áreas ocupadas para neutralizar ameaças.
Por fim, o acordo preliminar tem potencial para mitigar a crise energética global ao resolver questões que têm afetado os preços internacionais de combustíveis, impacto que também influencia a política interna dos EUA, onde a popularidade do governo tem sido afetada pela alta das cotações do petróleo.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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