Tesouro Direto: Queda do IPCA+ e Estabilidade dos Prefixados; Guia de Investimentos
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Tesouro Direto: Queda do IPCA+ e Estabilidade dos Prefixados; Guia de Investimentos
31 ago 2026

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Tesouro Direto: Comportamento dos Títulos
Nesta segunda-feira (31), os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto apresentaram resultados divergentes. Os títulos atrelados à inflação, conhecidos como Tesouro IPCA+, continuaram a sua trajetória de queda, que já vinha sendo observada na semana anterior. Por outro lado, as taxas dos títulos prefixados mantiveram-se estáveis.
Contexto do Mercado
Esse movimento de alívio no mercado local acontece mesmo com os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos em alta, especialmente os com vencimento em 10 anos, que se aproximaram do nível mais elevado desde junho de 2025. O aumento acontece em um cenário de tensões entre Irã e Estados Unidos, resultando em um forte aumento no preço do petróleo e frustrando as esperanças de uma resolução rápida para o conflito, que já dura seis meses.
Perspectiva da Inflação
Na sua última aparição pública, Kevin Warsh, presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), destacou que a inflação é a principal preocupação da instituição. A guerra com o Irã é um dos fatores que contribui para a elevação dos preços na economia americana, resultando em um aumento nos custos de energia e transporte.
Recomendações de Investimento
Desde o mês passado, uma alternativa recomendada para quem deseja investir é o Tesouro IPCA+ 2032. Este título oferece um retorno real, descontada a inflação, que se mantém elevado em comparação a outros países. Contudo, essa rentabilidade pode ser menos atraente quando comparada ao rendimento dos títulos que seguem a taxa básica de juros, a Selic.
João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, sugeriu, em agosto, outra opção com boa atratividade: o Tesouro Prefixado 2029. Este título é especialmente recomendável para investidores que já estão bastante expostos a Selic. De acordo com análises, travar essa taxa pode render cerca de 112% do CDI até a data de vencimento, sendo uma aposta em um cenário de cortes de juros que ainda não é certo.
Risco e Oportunidade
É importante lembrar que o risco geralmente traz a possibilidade de retorno significativo. As expectativas do mercado indicam uma inflação próxima a 5,4% embutida nos preços dos títulos para prazos de cerca de dois anos e meio, acima do centro da meta. A remuneração oferecida pelos títulos ainda ultrapassa essa projeção de inflação, oferecendo proteção para investidores.
O Banco Central já reduziu a Selic de 15% para 14%, com quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, em um ambiente de desaceleração da inflação (a trajetória do IPCA acumula 4,52% nos últimos 12 meses) e atividade econômica mais fraca. Se o ciclo de cortes na taxa básica de juros continuar, quem fixou a taxa no presente poderá obter benefícios.
Considerações Finais sobre o Investimento
Os títulos do Tesouro, tanto IPCA+ quanto Prefixados, apresentam variações diárias de preço, que ocorrem devido à negociação das taxas. Essa variação se torna relevante apenas caso o investidor decida resgatar o título antes do vencimento. Neste contexto, o investidor pode receber um desconto ou um bônus dependendo da movimentação do preço em relação à taxa de compra inicial.
Quem busca formar uma reserva e evitar preocupações com as oscilações diárias deve considerar o Tesouro Selic. Este título apresenta uma variação quase insignificante e conta com maior liquidez no mercado.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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