Tesouro Direto: Taxas dos Títulos Registram Queda Após Divulgação do IPCA

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Tesouro Direto: Taxas dos Títulos Registram Queda Após Divulgação do IPCA

11 set 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Tesouro Direto: Taxas em Queda

As taxas dos títulos do Tesouro Direto recuaram novamente nesta sexta-feira (11), após a divulgação dos últimos dados de inflação no Brasil, que antecedem a próxima decisão de política monetária do Banco Central. O Tesouro IPCA+ 2032 está se encaminhando para finalizar a semana no menor nível desde maio, oferecendo bons ganhos na marcação a mercado para os investidores que aproveitaram a oportunidade de juros reais a 8,5%.

Dados do IPCA Em Agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma queda de 0,32% em agosto, após uma alta de 0,07% em julho, conforme informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa redução foi mais intensa do que a mediana das previsões feitas por 32 instituições financeiras e consultorias, que esperavam uma queda de 0,28%. O resultado esteve dentro do intervalo projetado, que variava entre 0,38% e 0,22%.

Acúmulo de 12 Meses

No acumulado dos últimos 12 meses até agosto, o IPCA subiu 4,22%, apresentando uma desaceleração em relação ao 4,44% de julho. Segundo as previsões, a taxa esperada era de 4,26%, com variações estimadas entre 4,16% e 4,33%. O resultado também se manteve abaixo do teto da meta inflacionária do Conselho Monetário Nacional (CMN), estabelecida em 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.

Análise da Situação

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, mencionou que o IPCA contribui de forma positiva para o cenário do Banco Central, principalmente nas métricas mensais de alguns segmentos. "A média dos núcleos registrou alta menor do que em julho, de 0,23%", destacou ele.

Entretanto, ele também alerta para o aumento nos serviços. A inflação subjacente dos serviços está em 4,85%, comparado a 4,58% no mês anterior, e os serviços que dependem de mão de obra avançaram para 7,30%. “Esses grupos são importantes para o Banco Central e demonstram a resiliência dos preços de serviços num mercado de trabalho equilibrado no Brasil”, afirmou Sung.

Expectativas para a Selic

Na próxima quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá e é amplamente esperado um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passaria de 14% para 13,75% ao ano.

Recomendações de Investimento

Analistas recomendam fortemente o Tesouro IPCA+ 2032, pois seu retorno real, após descontar a inflação, continua elevado em relação à comparação histórica e internacional. Contudo, a queda nas taxas dessas opções tem sido significativa nas últimas semanas.

João Aboudni, analista da EQI Research, sugere que os investidores considerem também a formação de uma carteira com títulos prefixados, dependendo de seu nível de apetite ao risco. Uma recomendação recente foi o Tesouro Prefixado 2029, ideal para quem está muito exposto a Selic, pois poderia proporcionar um rendimento de cerca de 112% do CDI até o vencimento.

A inflação projetada em títulos com prazo de dois anos e meio está em cerca de 5,4%, o que está acima do centro da meta de inflação do CMN.

Considerações Finais

Investidores devem estar cientes de que, seja no IPCA+ ou no Prefixado, há variações diárias nos preços dos títulos devido a flutuações nas taxas. Isso pode impactar quem pretende resgatar o título antes do vencimento, resultando em um desconto ou bônus dependendo das condições de mercado.

Para quem deseja uma maior segurança em prazos, é recomendado investir no Tesouro Selic 2031, que possui baixa variação diária de preço e maior liquidez, sendo assim, ideal para resgates antecipados.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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