Tesouro Direto: Taxas em Alta e Oportunidades de Investimento

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Tesouro Direto: Taxas em Alta e Oportunidades de Investimento

1 set 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Tesouro Direto: Taxas em Alta nos Vencimentos de Longo Prazo

Os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto subiram consideravelmente nesta terça-feira (1). Para os títulos atrelados à inflação, conhecidos como Tesouro IPCA+, a alta é mais acentuada em comparação aos prefixados, que também apresentaram um aumento, mas em menor escala ao longo do mês de agosto.

Este movimento está em consonância com a oscilação dos rendimentos dos títulos públicos americanos, que novamente registraram crescimento. Os títulos com vencimento em 10 anos alcançaram o maior patamar desde janeiro de 2025, atingindo 4,784% ao ano. Além disso, novos conflitos entre o Irã e os Estados Unidos impulsionaram uma alta de 5% no preço do petróleo apenas esta semana, o que frustrou as expectativas de uma resolução rápida para o conflito que já dura seis meses.

Preocupações com a Inflação

Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), destacou em sua última declaração pública que a inflação é a principal preocupação da autoridade monetária. A guerra com o Irã é um dos fatores que está contribuindo para a elevação dos preços nos Estados Unidos, impactando os custos de energia e transporte.

Recomendações de Investimento

Desde o mês passado, o Tesouro IPCA+ 2032 tem sido uma das principais recomendações para investidores. Seu retorno real, descontando a inflação, permanece elevado em comparação ao cenário internacional, mas seu retorno nominal pode não ser tão expressivo se a inflação cair.

João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, aponta que, em agosto, o Tesouro Prefixado 2029 se destaca como uma opção atraente, especialmente para investidores já com uma grande concentração em Selic. De acordo com as projeções, apostar nessa taxa pode resultar em aproximadamente 112% do CDI até a data do vencimento, mas essa estratégia envolve riscos, já que a possibilidade de cortes na taxa de juros ainda não está garantida.

Inflação e Retornos

A inflação projetada pelo mercado, que se reflete nos preços dos títulos com prazos próximos de dois anos e meio, gira em torno de 5,4%, superando a meta central. Assim, a remuneração oferecida pelos títulos ainda apresenta uma margem de proteção aos investidores.

O Banco Central já reduziu a Selic de 15% para 14%, em quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, em um cenário de inflação em desaceleração – com o IPCA acumulando 4,52% nos últimos 12 meses – e atividade econômica enfraquecida. Caso o ciclo de cortes siga, quem optou por travar a taxa agora tende a se beneficiar.

Variações nos Preços dos Títulos

Em relação ao Tesouro IPCA+ e ao Prefixado, a variação diária dos preços depende das taxas de negociação. Essa variação pode ser uma preocupação para investidores que desejam resgatar seus títulos antes do vencimento, já que terão que lidar com descontos ou bônus resultantes dessas flutuações.

Para quem busca formar uma reserva sem se preocupar com essas variações, o Tesouro Selic é aconselhado, visto que a sua variação diária é quase insignificante e oferece maior liquidez.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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