Tesouro Direto: taxas sobem acima de IPCA+8% diante de cenário incerto
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Tesouro Direto: taxas sobem acima de IPCA+8% diante de cenário incerto
16 jun 2026

Após um breve alívio provocado pelo anúncio preliminar de acordo entre Irã e Estados Unidos, com a reabertura do Estreito de Ormuz, as taxas dos títulos públicos federais no Brasil voltaram a subir, alcançando níveis próximos às máximas históricas, especialmente nas NTN-Bs com vencimento mais longo, que superam IPCA+8% ao ano.
Este movimento acontece às vésperas das decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No Brasil, a expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, de 14,25% para 14%, com sinalização para possível interrupção do ciclo de aperto.
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Inflação e cenário global pressionam juros futuros
O IPCA acumulado em 12 meses até maio chegou a 4,72%, acima das expectativas de mercado, mostrando que o consumo no país segue aquecido, superando a capacidade produtiva. Isso reforça a leitura de que a política monetária precisa manter-se restritiva por mais tempo.
Em contrapartida, o Federal Reserve (FED) dos EUA deve manter os juros inalterados em sua próxima decisão e sinalizar a possibilidade de nova alta. Esta combinação tende a aumentar a aversão ao risco e a elevar as taxas dos títulos brasileiros, em busca de remuneração maior para compensar os riscos.
Projeções do mercado para a Selic se ajustam para cima
O Boletim Focus, do Banco Central, sinaliza revisão da projeção para a Selic em 2026, de 13,50% para 13,75%. Dados coletados na última semana já indicavam possibilidade da taxa básica alcançar até 14% no final deste ano, sugerindo que o ciclo de aperto monetário pode ser retomado.
Esse cenário aponta para um período prolongado com juros elevados, o que pode pressionar empresas endividadas, que terão de renovar dívidas a custos maiores.
Para investidores, as taxas do Tesouro Direto continuam a refletir essa preocupação, mantendo o retorno real das NTN-Bs atraente para compensar o risco fiscal e monetário.
Estas informações foram compiladas com base no boletim Focus do Banco Central e dados do IPCA divulgados recentemente, que indicam ajustes na estratégia dos investidores diante do ambiente econômico global e doméstico.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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