Tesouro Educa+: conheça os títulos voltados para a educação
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Tesouro Educa+: conheça os títulos voltados para a educação
7 ago 2023•Última atualização: 21 junho 2024

Comprar títulos públicos por vários anos para financiar a educação dos filhos quando eles chegarem à universidade. Essa meta agora é possível com o Tesouro Educa+, título do Tesouro Direto que começou a ser vendido na última semana. A B3 lançou o papel com a presença do Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
O que é Tesouro Direto Educa+?
O instrumento permite que o comprador conquiste uma renda complementar para custear estudos. Não são apenas pais que querem educar os filhos que podem comprar o papel, mas também por pessoas de qualquer idade que pretendem fazer um curso no médio prazo, como especializações, mestrados e doutorados.
A partir de R$ 30, o investidor pode comprar os títulos do Educa+. O valor investido será devolvido em 60 prestações mensais, tempo equivalente à maioria dos cursos superiores. O dinheiro será corrigido pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e uma taxa de juros real (acima da inflação).
Assim, o investidor poderá escolher os títulos disponíveis conforme o ano de vencimento. A princípio, serão 16 títulos, com as devoluções tendo início em 2026 e indo até 2041. Como haverá correção pelo IPCA, os papéis são protegidos da inflação.
Como funciona o Tesouro Educa+
Em resumo, o Tesouro Educa+ funciona assim:
- Será possível investir de 3 a 18 anos e, a partir da data escolhida, receber o retorno do investimento, corrigido pela inflação, em parcelas mensais, durante 5 anos.=;
- O valor mínimo de cada aplicação é de R$ 30;
- Esse valor poderá custear mensalidade de uma faculdade particular ou um intercâmbio, bem como para custear outros gastos, como materiais e moradia;
- O novo papel poderá ser adquirido no site do Tesouro Direto.
Simulação
De acordo com estimativas feitas pelo Tesouro, para que um jovem tenha uma renda mensal de R$ 500 durante 5 anos, por meio do Educa+, a família precisaria investir:
- R$ 81 por mês durante 18 anos (começando a investir quando o filho tiver menos de 1 ano);
- R$ 164 por mês durante 11 anos (começando a investir quando o filho já tiver 7 anos).
Como se cadastrar no Tesouro Educa+?
Em primeiro lugar, é preciso se cadastrar no Tesouro Direto. Bancos e corretoras habilitados poderão fazer esse cadastro. Para ter uma melhor orientação sobre a escolha do investimento, você pode contar também com a orientação de uma assessoria de investimentos.
No caso do Educa+, será possível fazer o cadastro no nome dos pais ou da criança e do adolescente.
Resgate
O comprador que quiser se desfazer do Tesouro Educa+ precisará esperar 60 dias antes de vender os títulos. No entanto, é necessário estar atento porque os papéis terão preços de mercado e o investidor poderá perder dinheiro se vender antes do vencimento. Quem comprar o Educa+ e mantiver os papéis até a data do vencimento será isento da taxa de custódia da B3 (0,1% a cada semestre), desde que esteja dentro do limite de até quatro salários mínimos de renda mensal.
Quem resgatar os títulos antecipadamente antes de sete anos pagará taxa sobre o valor de resgate de 0,5% ao ano. Entre 7 e 14 anos de carregamento do papel, a taxa cobrada será de 0,20% ao ano. Acima de 14 anos, 0,1% ao ano. Assim, o vencimento do título só ocorre após o final das 60 parcelas mensais de pagamentos.
Conheça o Tesouro Educa+
Estudos dos professores Robert Merton, Prêmio Nobel Economia 1997, e Arun Muralidhar inspiraram o Tesouro Educa+. Isso porque ambos introduziram o conceito de produtos financeiros acessíveis a qualquer pessoa que facilitam a poupança para um planejamento educacional.
Assim, pela ideia dos economistas, cabe ao próprio investidor escolher a quantidade de ativos que deseja comprar, com taxas de retorno competitivas, de baixo custo e baixo risco. Muralidhar acompanhou o lançamento do título público na B3.
Etapas
O Educa+ marca a segunda etapa do lançamento de papéis voltados a investimentos específicos dentro do Programa Tesouro Direto. Anteriormente, em janeiro, o governo lançou o Tesouro Renda+, que permite o financiamento da aposentadoria complementar. Ao longo de pouco mais de seis meses, o papel tem 52 mil investidores e mais de R$ 1 bilhão em volume aplicado.
Em abril, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, tinha anunciado a intenção de lançar, no segundo semestre, um papel voltado à educação. Na ocasião, Ceron informou que o Tesouro pretende permitir que os títulos do Tesouro Direto sejam usados como garantia em aluguéis e financiamentos.
Captação de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.
Nesse sentido, a venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.
Por fim, o interessado em saber mais sobre o Tesouro Educa+ e outros tipos de títulos públicos pode acessar o site do Tesouro Direto ou entrar em contato com uma corretora de valores.

Raissa Scheffer
Raissa Scheffer (MTB: 0051926/SP) é jornalista com 16 anos de experiência em economia. Foi repórter e editora na Gazeta de Ribeirão e Jornal ACidade. Com passagens pela EPTV Ribeirão, Portal Terra, TV Record e Portal Revide.
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