tráfego de petroleiros no estreito de ormuz fica quase paralisado após nova escalada entre EUA e irã
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tráfego de petroleiros no estreito de ormuz fica quase paralisado após nova escalada entre EUA e irã
9 jul 2026

O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz ficou quase paralisado nesta quinta-feira, refletindo o aumento dos riscos para a navegação após a retomada dos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, Teerã realizou retaliações no Golfo Pérsico, ampliando a tensão na região.
Dados da Kpler indicam que apenas dois petroleiros cruzaram o estreito nas primeiras horas desta quinta. Entre eles, estava o superpetroleiro Berg 1, carregado na ilha iraniana de Kharg e sujeito a sanções americanas, e o navio-tanque Well Sail, de bandeira das Ilhas Marshall, com origem próxima a Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.
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risco elevado e impacto na navegação
Fontes do setor de navegação apontam que muitas embarcações estão desligando seus transponders públicos do sistema de rastreamento AIS, complicando o monitoramento na região. Segundo Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, a paralisação do tráfego indica a percepção de risco predominante, independentemente das declarações oficiais dos governos dos EUA e Irã.
As Forças Armadas iranianas atacaram infraestruturas militares americanas em estados do Golfo, em resposta aos ataques a províncias costeiras iranianas, aumentando a pressão sobre uma trégua que durava três semanas.
escalada recente e efeitos para o mercado e seguros
O conflito intensificou-se após ataques recentes a três petroleiros, atribuído pelos Estados Unidos ao Irã. A Marinha da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que intervenções americanas na navegação prejudicam a reabertura do estreito e alertou para respostas severas a futuras ações.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% da oferta global de petróleo, mas o fluxo atual ainda está abaixo dos níveis pré-guerra, com média de 40 embarcações por dia nas últimas semanas, frente a 125 a 140 anteriormente.
Empresas de navegação estão sendo orientadas por seguradoras especializadas a suspender viagens no estreito ou a rever apólices diante da nova onda de ataques. A corretora marítima Clarksons destacou a fragilidade da retomada do tráfego na região.
Um dos navios atingidos, o Al Rekayyat, navio-tanque de gás natural liquefeito, permanece à deriva na costa de Omã após ser atingido por um projétil, com risco inicial de explosão controlado e carga aparentemente preservada. Não houve feridos ou impactos ambientais desde o incidente, conforme informou o registro naval das Ilhas Marshall.
O mercado de seguros marítimos contra riscos de guerra enfrenta agora potenciais perdas significativas, envolvendo embarcações de alto valor, conforme relato de um subscritor do setor, sob anonimato devido à sensibilidade do tema.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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