União Europeia acelera teste do euro digital para fortalecer soberania financeira
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União Europeia acelera teste do euro digital para fortalecer soberania financeira
20 jul 2026

A União Europeia está avançando com o projeto do euro digital para reduzir a dependência de provedores de pagamento americanos e fortalecer sua soberania financeira. O Banco Central Europeu (BCE) selecionou 36 prestadores de serviços, como Deutsche Bank e UniCredit, para iniciar testes pilotos da moeda digital ainda este ano.
O euro digital, cuja proposta surgiu em 2020, ganhou impulso com a escalada de tensões comerciais e tecnológicas entre a União Europeia e os Estados Unidos. O BCE planeja lançar de forma experimental o euro digital em 2027 e colocá-lo em circulação até 2029.
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Objetivos da moeda digital europeia
Alessandro Giovannini, assessor do projeto no BCE, destacou que cerca de dois terços dos pagamentos com cartão na zona do euro são processados por empresas não europeias. Além disso, 13 dos 21 países da zona não possuem sistemas nacionais próprios de cartões para pagamentos cotidianos, o que reforça a necessidade de uma alternativa local.
Segundo Giovannini, o euro digital "reduzirá a dependência de soluções não europeias" e fortalecerá estruturalmente a soberania econômica do bloco. Atualmente, grandes redes de pagamentos e carteiras digitais populares, como Visa, Mastercard, Apple Pay, Google Pay e PayPal, são operadas por empresas americanas.
Contexto global e impacto comercial
A iniciativa europeia ocorre enquanto os Estados Unidos adotam medidas protecionistas contra sistemas de pagamento públicos como o brasileiro Pix, usado como justificativa para tarifar exportações do Brasil. A agressividade americana visa defender interesses de provedores privados dos EUA.
Enquanto isso, a Eurozona aposta na tecnologia para criar um sistema online e offline capaz de assegurar maior autonomia financeira e segurança para consumidores e empresas locais.
A escolha da infraestrutura pública sob comando do BCE foi uma decisão importante após anos de debates, superando propostas de soluções privadas. Essa estrutura se assemelha à do Pix no Brasil, cuja infraestrutura é regulada e operada pelo Banco Central.
A moeda digital europeia também surge como resposta à expansão das stablecoins, majoritariamente lastreadas em dólar, que aumentaram preocupações políticas na UE nos últimos anos.
Fontes oficiais indicam que o teste piloto do euro digital com prestadores selecionados deverá fornecer dados para ajustes antes de sua completa implementação no mercado interno do bloco.
Esses avanços marcam um momento decisivo para o futuro dos pagamentos eletrônicos dentro da União Europeia, com potencial impacto nas relações comerciais globais e no posicionamento da moeda única na economia mundial.
Fontes
- Espn Brazil
- O GLOBO
- Meio Norte
- Diário do Centro do Mundo
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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