Volume de Debêntures Cai Quase 40% em Agosto, Mas FIDCs Aumentam Captações
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Volume de Debêntures Cai Quase 40% em Agosto, Mas FIDCs Aumentam Captações
16 set 2026

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Queda no Volume de Ofertas no Mercado de Capitais
O volume de ofertas no mercado de capitais apresentou uma queda de 16% em agosto, alcançando R$ 48,8 bilhões em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em relação ao mês de julho, a redução foi ainda mais acentuada, com uma queda de 28%.
No total acumulado de 2023, as emissões somaram cerca de R$ 485 bilhões, representando uma alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2022.
Debêntures em Destaque
As debêntures continuam a ser as líderes em emissões, com R$ 21,5 bilhões captados em agosto. No entanto, esse volume representa uma diminuição de 37,5% em relação ao ano anterior e uma queda de 35% se comparado a julho.
Crescimento dos FIDCs
Um dos principais destaques de agosto foi o aumento significativo nas captações com Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que atingiram R$ 14,5 bilhões. Esse número, que cresceu 116% em relação aos R$ 6,7 bilhões de julho, também representa um aumento de 146,3% em comparação aos R$ 5,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2023, as captações por meio desse instrumento já somam mais de R$ 74 bilhões.
Comentários de Especialistas
Guilherme Maranhão, presidente do fórum de estruturação de mercado de capitais da Anbima, comentando sobre a situação, destacou: "Em um cenário de maior seletividade no crédito, instrumentos lastreados em recebíveis permitem adequar melhor prazos, garantias e fluxos de pagamento às necessidades das empresas, o que ajuda a explicar o crescimento observado ao longo do ano." Além disso, ele observou que, apesar de as debêntures ainda serem as mais emissões, agosto destacou uma mudança na composição das captações, com instrumentos ligados a recebíveis ganhando espaço.
Outros Instrumentos de Captação
Os instrumentos relacionados a recebíveis mostraram uma recuperação em comparação a julho. As emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) totalizaram R$ 2,4 bilhões, um aumento de 32,5% em relação ao mês anterior. No entanto, em relação ao ano, houve uma diminuição de 3,7%.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) somaram cerca de R$ 2,2 bilhões, quase três vezes o volume movimentado no mês anterior, embora seja um valor 66% inferior ao registrado em agosto do ano passado.
No segmento de instrumentos híbridos, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) captaram cerca de R$ 5,1 bilhões, uma redução em comparação aos R$ 11,7 bilhões de julho. Por outro lado, os Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagros) movimentaram aproximadamente R$ 1,4 bilhão em agosto, um volume que é 26 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2022.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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