XP projeta selic em 14% em 2026 e ajusta carteira para juros altos

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XP projeta selic em 14% em 2026 e ajusta carteira para juros altos

8 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

A XP revisou projeções e espera que a taxa Selic alcance 14% ao ano no fim de 2026. Essa alta reflete choques globais de custo, a persistência da inflação acima da meta do Banco Central e o impacto de estímulos fiscais no Brasil. A instituição destaca que o aperto fiscal vigente reduz o espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.

Por essa razão, a XP recomenda mudanças táticas na carteira dos investidores para o segundo semestre. Na renda fixa, sugere aumentar a concentração em títulos atrelados ao IPCA com prazos limitados a seis anos, visando mitigar perdas decorrentes da volatilidade nas taxas. Os títulos pós-fixados, como Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI, mantêm papel estrutural pelas rentabilidades de cerca de 14% ao ano e baixa oscilação de preço.

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Revisão nas expectativas e impactos fiscais

O economista-chefe da XP, Caio Megale, indicou que três choques simultâneos elevaram a inflação global e local. Entre eles, o conflito no Golfo Pérsico e o preço do petróleo acima de US$ 100 o barril são fatores fundamentais. Além disso, a injeção de R$ 200 bilhões em estímulos fiscais no Brasil desde o final de 2025 tem neutralizado o efeito do aperto monetário do Banco Central, dificultando cortes substanciais de juros.

Com a inflação medida pelos núcleos girando em torno de 5,1%, significativamente acima da meta de 3%, a XP revisou o IPCA para 2026 de forma pessimista, uma vez que só contempla mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, sem descartar a possibilidade do Copom pausar as quedas antes de alcançar 14%.

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Posicionamento em renda variável e fundos imobiliários

No mercado de ações, a XP observa que o Ibovespa caiu desde abril, refletindo o desinvestimento internacional em favor de mercados mais ligados à inteligência artificial. Em função desse pessimismo extremo, a casa vê potencial para entrada tática, com foco em empresas exportadoras que geram caixa e têm baixa dependência de crédito doméstico, como Prio, Embraer, Suzano, Itaú e Cury.

Quanto aos fundos imobiliários, a preferência da XP recai sobre os fundos de papel, que investem em títulos de dívida do setor, em detrimento dos fundos de tijolo, impactados por oscilações que derivam da incerteza eleitoral e do ambiente de juros elevados. Fundos indexados ao IPCA e com risco moderado são apontados como opção defensiva para os próximos meses.

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Variáveis que influenciam o cenário para o segundo semestre

Cinco fatores serão determinantes: o prolongamento do conflito no Oriente Médio com impacto nos preços do petróleo, o resultado das eleições em outubro com foco na política fiscal de 2027, as decisões do Copom em relação à Selic, o fenômeno climático El Niño segurando pressões em alimentos e energia, e o fluxo estrangeiro por decisões estratégicas ou definição eleitoral.

O economista ressalta que a política fiscal do próximo governo será a chave para possíveis mudanças no cenário dos juros em 2027, podendo permitir retomada dos cortes pelo Banco Central, dependendo do equilíbrio fiscal que for sinalizado.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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