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Novas empresas na bolsa: como analisar se vale a pena investir?

Novas empresas na bolsa: como analisar se vale a pena investir?
  • Publicado em 25 de dezembro de 2022

O mercado de ações conta com companhias de diferentes tamanhos e áreas de atuação. Há opções ligadas à tecnologia, agronegócio, indústria, varejo, entre outros setores. Porém, além dos empreendimentos já listados, frequentemente surgem empresas novas na bolsa de valores. 

Ao optar pela abertura de capital, é comum que as organizações busquem por recursos para realizar projetos. Já os investidores podem encontrar oportunidades de obter ganhos por meio do investimento em IPOs (initial public offerings). 

A seguir, entenda como funciona a estreia de uma empresa no mercado de ações e descubra o que analisar antes de fazer o investimento em novas companhias na bolsa! 

O que são as novas empresas na bolsa de valores?

O mercado de ações é formado por diversas organizações, sendo elas de diferentes portes e segmentos. Porém, a listagem da bolsa brasileira não é estática. A cada ano, podem surgir novas empresas listadas — enquanto outras podem sair do ambiente de negociação. 

Dessa forma, as novas empresas na bolsa de valores são aquelas que acabaram de passar pelo processo de abertura de capital. Inclusive, essa é uma oportunidade tanto para os negócios quanto para o público investidor. 

Também chamadas de “estreantes”, as organizações que passam a disponibilizar as suas ações na bolsa de valores podem captar recursos para expandir a atuação. Como consequência, investidores interessados podem adquirir essas ações — seja na estreia da companhia no mercado ou em outro momento — e passar a fazer parte do negócio. 

Como essas companhias surgem no ambiente do mercado de capitais?

Para fazer a abertura do capital, os empreendimentos precisam realizar um processo chamado IPO — traduzido como oferta pública inicial. Trata-se da primeira emissão de ações realizada na bolsa de valores, que são negociadas no mercado primário. 

Depois dessa primeira negociação, as ações passam a ser compradas e vendidas no mercado secundário. Nele, os papéis da empresa são negociados entre os investidores, então não há mais participação da empresa na negociação. 

Quais as etapas de um IPO?

Para trazer segurança e transparência ao mercado financeiro, o processo de abertura de capital na bolsa de valores exige que as empresas cumpram uma série de critérios.  

Os principais passos e requisitos para realizar um IPO são: 

  • ser uma empresa constituída sob a forma de sociedade anônima (S.A.); 
  • apresentar balanços auditados referentes aos últimos três anos de exercício; 
  • promover roadshows apresentações da empresa para agentes do mercado financeiro; 
  • requisitar o registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que é instituição responsável pela regulação do mercado nacional; 
  • solicitar a listagem na B3 (a bolsa brasileira) para participar dos pregões; 
  • escolher o segmento de listagem, já que cada segmento tem exigências próprias de governança corporativa; 
  • elaborar o prospecto, que traz informações relevantes sobre a empresa e a oferta — como planos e perspectivas, situação do negócio e do mercado, riscos envolvidos, etc. 

No IPO, também há o período de reserva de ações por parte dos investidores e o bookbuilding. Esse é um mecanismo que envolve a precificação de cada ação e o interesse dos investidores na oferta.  

Por último, está o Dia D. Trata-se da data na qual as ações da nova empresa serão negociadas pela primeira vez na bolsa de valores.   

Quais as vantagens e riscos de investir em estreantes da bolsa?

Ao avaliar a possibilidade de investir em um IPO, é preciso ter em mente que o processo pode trazer vantagens para os investidores. Afinal, empresas novas na bolsa de valores podem gerar boas possibilidades de ganhos no longo prazo. Há, inclusive, chances de comprar ativos descontados. 

Por outro lado, elas também apresentam mais riscos, especialmente porque é comum que existam menos dados sobre o desempenho do negócio para a análise. Ainda, há riscos de que os ativos passem por movimentos de queda após o IPO — o que pode gerar perdas financeiras caso o investidor se desfaça do ativo. 

Portanto, é preciso fazer uma avaliação aprofundada da empresa antes de qualquer aporte, visando identificar se a alternativa é adequada para as suas necessidades e alinhada à sua estratégia de investimento. 

Como fazer boas escolhas de investimentos na bolsa?

Se você já investe sabe que montar uma carteira de investimentos demanda uma série de análises. Em primeiro lugar, é preciso entender quais são os seus objetivos financeiros, bem como o perfil de investidor. A partir disso, é possível estabelecer uma estratégia de alocação para os seus recursos. 

Além dessa avaliação individual, ao investir em ações, realizar pesquisas sobre os segmentos de mercado e sobre as empresas de seu interesse é essencial. Dessa maneira, é possível identificar quais ações são mais adequadas para compor o seu portfólio. 

Nesse processo, uma alternativa é utilizar a análise fundamentalista. Ela permite avaliar os fundamentos de um negócio e as suas perspectivas para o longo prazo. Assim, são analisados diversos indicadores e métricas que ajudam a entender mais sobre a situação da companhia. 

Para ter mais tranquilidade durante a sua jornada enquanto investidor, contar com o suporte de uma assessoria de investimentos pode ser especialmente útil. Dessa maneira, você poderá contar com informações confiáveis de profissionais qualificados para embasar as suas decisões de investimento. 

Como foi possível perceber, a cada ano surgem empresas novas na bolsa de valores brasileira — o que representa oportunidades tanto para os negócios quanto para os investidores. Contudo, é preciso considerar os riscos e vantagens envolvidas para fazer escolhas mais acertadas ao investir.  

 

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Redação It's Money

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